08/02/11

De castigo





















Segundo a edição de hoje do Vestiário Alvinegro, o atacante Alex deverá  ser o substituto do Loco (suspenso com três cartões amarelos) e formar a dupla titular do ataque botafoguense com o Herrera no próximo final de semana, contra o Macaé.

Se realmente acontecer, estará - mesmo que ele negue - caracterizado o "castigo" imposto pelo Joel ao Caio, após o jogador ter reclamado de quase sempre atuar fora da sua posição.

No clássico contra o Unimed FC já foi assim. Ele foi preterido pelo Everton, quando normalmente seria a primeira opção do Natalino.

Posso falar uma bobagem, mas acho que o Caio jogou em todas as partidas (mesmo começando a maioria do banco de reservas) - exceto as que estava suspenso ou machucado - desde o campeonato carioca do ano passado.

Com a ausência do Loco, eu começaria o jogo contra o Macaé com Caio e Herrera.

Ah, por favor, né? O Joel que me perdoe, mas apesar de vacilos, individualismos e muitos erros, o Caio não deixa de ter "certa razão" na sua reclamação (não estou me referindo à maneira como ocorreu). Por isso, se ele sempre foi a primeira opção para o ataque, nada mais justo do que continuar sendo...
...pelo menos até que o Alex prove - nos treinos e minutos que tiver oportunidade - que merece ocupar o espaço.

Tudo tem a sua hora, o seu tempo.

E mais: A Lenda já é experiente o suficiente para dominar situações como essa, e não ficar de birra e impondo castiguinhos idiotas que desestimulam possíveis bons valores e/ou que podem prejudicar o próprio Botafogo.


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

El Elegido
















De arrepiar!

Assim eu classifico a crônica escrita pelo jornalista uruguaio Alejandro Figueredo - à pedido do Lancenet - sobre o Loco Abreu:

"No Uruguai, não existe uma pessoa que desconheça a cavadinha de Loco Abreu. Em 2 de julho de 2010, ela ficou imortalizada ao classificar a Celeste para a semifinal da Copa do Mundo. Tal foi o impacto da cena contra Gana, que Loco Abreu acrescentou a palavra cavadinha ao próprio autógrafo. Porém, não foi a primeira vez que ele bateu um pênalti assim. El Loco fez isso contra o Brasil, na Copa América de 2007. Ele acertou.

Não lhe pesa parar repentinamente na frente da bola. Ainda assim, Loco perdeu cobranças ao aplicar o estilo, inclusive em decisões. Em uma final no México, Abreu fez a cavadinha e deu errado. A torcida do Tecos de Guadalajara acabou por não celebrar essa loucura.

Loucura ou genialidade? Coragem ou categoria? Irresponsabilidade ou inteligência? Muito já foi falado sobre a cavadinha. Para mim, Loco Abreu é El Elegido (O Escolhido). O batizei assim na Copa do Mundo. O destino, ou sei lá qual razão, coloca Abreu sempre no lugar certo.

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 o caminho uruguaio parecia fechado, até que apareceu o Salvador do Centenário e sua cabeçada para encaminhar a classificação contra a Costa Rica.

No Mundial, Loco Abreu falou com o treinador Oscar Tabarez: “Mestre, o quinto pênalti é meu”. Inicialmente, Abreu estava escalado para a terceira cobrança diante Gana.

Para o apoiador Sebastián Eguren, Loco Abreu deu o recado no último treino antes das quartas de final: “Se precisar, vá tranquilo bater o seu, pois vou fazer a cavadinha”.

Abreu é assim. Determinado, corajoso e místico. O 13 é acompanhado pelo extremo rigor religioso. A Virgem de Verdun jamais o abandonou.

Por tudo isso, Loco Abreu é O Escolhido. Os torcedores do Botafogo sabem disso. E agora, os do Fluminense também".

Realmente não existe outra classificação para esse cara: É ídolo e ponto final.


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Moral com o chefe


















Jogador mais badalado (com inteira justiça) na segunda-feira, o apoiador Renato Cajá foi bastante elogiado pelo técnico Joel Santana:

"- Se continuar jogando bem, vai fazer a diferença, como Conca, Montillo e D'Alessandro. Quando está inspirado, faz a diferença. Ele erra mais porque está sempre com a última bola. se tiver sempre atuações dessas, bom para nós, pois vai colocar o Abreu e o Herrera na cara e ainda fazer gols. Se jogar sempre de nota 7 a 9, vamos ficar bem. se jogar nota 10, é mamão com açúcar".

Meu comentário: Entendo perfeitamente a empolgação do Natalino, mas não acho que seja para tanto. De todo modo, o Cajá teve sim, um domingo de Conca, Montillo ou D'Alessandro.

Obs: Não estou dizendo que os três argentinos sejam super-craques ou foras de série. Apenas os considero melhores do que o nosso atual camisa 10 (o que não diminui em nada a belíssima partida do Cajá no domingo - melhor, inclusive, do que o próprio Conca no confronto direto).


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

07/02/11

Exagero?


















"Jefferson não se comenta, se agradece".

O brilhante comentário acima foi feito pelo amigo Luiz Sergio Cunha no post "Na raça!!!", após a brilhante vitória de ontem.

Perfeito!

De fato, falar de Jefferson é "chover no molhado".

E por falar no nosso arqueiro, vou lançar uma pergunta "intrigante" e que já fiz a alguns amigos por e-mail: Vocês acham que se continuar nesse ritmo, o Jefferson pode assumir o lugar do Manga como o maior goleiro da história do Botafogo?

É claro que não vi o Manga jogar. Entretanto, só ouço e leio coisas incríveis sobre ele. 

Mas vejo Jefferson...
... e da mesma forma, só coisas incríveis.

E aí?


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Agora sim: Herrera!


















Muito da boa partida realizada pelo Botafogo se deve à "estreia" do Herrera em 2011.

Sim, "estreia".

Ontem o argentino finalmente se reencontrou com aquele futebol que conquistou os botafoguenses no ano passado.

Se não vai na técnica, vai na luta, entrega, raça, suor.

É claro que nunca falta disposição ao Herrera, mas nas partidas anteriores ele sequer conseguia "brigar" com os rivais. 

Mas ontem, não.

Incomodou, correu, abriu espaços pelos dois lados, serviu aos companheiros...
...enfim, o Herrera voltou!

Concordam?


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

A melhor defesa é o ataque

















O Mariano foi eleito (com justiça) o melhor lateral direito do último Brasileirão.

Ofensivo, driblador e veloz, o atleta é uma das principais válvulas de escape do sempre pequeno Unimed FC.

Ok, e eu pergunto: Alguém viu o Mariano em campo na noite de ontem?

Muito pouco!

E não é que ele tenha jogado mal. Ele apenas não pôde ser o Mariano de sempre, pois do outro lado também tinha um adversário que tem o ataque como principal característica: Márcio Azevedo.

Quantas vezes (principalmente no primeiro tempo) o nosso lateral partiu para cima e obrigou o camisa 2 do Unimed FC a ficar plantado e se preocupar com as suas costas? 

Foi algo bem diferente do que aconteceu na maioria das partidas do tricolor em 2010.

Méritos para o Joel Santana por ter escolhido o Márcio Azevedo?

Eu diria que sim, mas com ressalvas, afinal, o próprio treinador cogitou entrar com o Somália, justamente para conter os avanços do Mariano. Mas acertou ao contrariar o seu próprio "defensivismo" e manter o Márcio no time.

Acho que o jogo de ontem foi importantíssimo para o Joel. Serviu para mostrar (e provar) o que tanto pedimos aqui: Podemos jogar de igual para igual (sem medo) contra qualquer adversário.


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!