
O Botafogo venceu o Grêmio por 2 a 0 e confirmou que os últimos dias podem ter determinado um novo momento para o time.
Depois da saída de alguns jogadores odiados pela torcida (Bruno Costa e Abedi), do anúncio de que Adriano Felicio não está nos planos do Geninho, da derrota do "
Unimed FC" pela Libertadores, só faltava a nossa parte dentro de campo. E ela veio neste domingo, com um detalhe que já estava fazendo muita falta para todos: O Botafogo apresentou um bom futebol.
Sim, foi disparadamente a melhor partida do GLORIOSO sob o comando do Geninho. Algumas peças surpreenderam positivamente nesta partida. Entre elas, destaques para o incansável Jorge Henrique e o seguro Zé Carlos. Não tivemos pontos negativos, mas é a segunda partida que o Diguinho não rende no mesmo nível, além da afobação do Alessandro, Renato Silva e Edson. Mas estes últimos três jogadores são conhecidos da torcida, que não se assusta mais com estes detalhes, afinal, já estamos acostumados.
Logo que soube da ausência do Carlos Alberto, temi por um time defensivo. A escalação no papel até poderia levar à esta idéia, mas hoje eu farei justiça, pois o Geninho soube - ofensivamente - armar o time com bastante movimentação pelos dois lados do campo. Em compensação, mesmo com três volantes, a proteção dos zagueiros não foi eficiente na entrada da nossa área. Muitas vezes apelamos pros chutões e o famoso "
salve-se quem puder". Por sorte, hoje era o dia do Botafogo.
Os primeiros quinze minutos foram avassaladores. O Grêmio não conseguia passar da linha divisória, com os alvinegros marcando por pressão no campo adversário.
Depois de algumas insistências, surgiu o primeiro gol botafoguense. Gol do Túlio, que contou com a sorte ao ter o seu chute desviado para dentro da baliza. Pois é, amigos, até a sorte voltou a sorrir para o GLORIOSO. Quanto tempo ficamos distantes da dita cuja, não?
O gol também serviu para coroar o Túlio, que eu, diferentemente de grande parte da torcida, já achava que tinha melhorado bastante, depois de péssimas partidas nos últimos dois meses. Eu insisto que o seu papel é de fundamental importância tática, principalmente para cobrir os avanços desenfreados do Alessandro, que conseguiu me irritar muitas vezes, pois lembrou o Joilson, se achando polivante e sem posição fixa.
O Grêmio praticamente não chegou no gol do Castillo no primeiro tempo. Entretanto, sempre que rondou a meta do uruguaio, não foi por mérito próprio, e sim por algum descuido ou erro de passes dos alvinegros. Aliás, tirando o Renato Silva, que é "
expert" neste "
fundamento", o Diguinho esteve irreconhecível com vários passes equivocados. Ainda bem que quando chegava perto da área, as bolas era rifadas do jeito que apareciam pelo Leandro, Edson e o Renato.
Se no lado direito o Alessandro insistia em achar que é craque, perdendo várias oportunidades de perigo, na esquerda o Zé Carlos esteve perfeito, até se cansar na metade do segundo tempo. Por falar nisso, por esta partida (e pelas últimas, quando jogou no meio), fica claro que é ali que o Zé se sente mais a vontade. Em minha opinião, um dos melhores do time, marcando até um gol de falta, revivendo o início da temporada.
Não é apenas porque o Botafogo venceu que escrevo - finalmente - um post otimista. Como eu disse no início do texto, muitos jogadores queimaram a minha língua. E se tem algo que não me importo é justamente que queimem mesmo, afinal, o que importa é a vitória do GLORIOSO. Sempre!!!
E o que falar dos três homens mais adiantados?
Logo cedo eu escrevi que seria preciso mais atitude do Lúcio Flávio, pois não contaria com o Carlos Alberto ao seu lado. Tudo bem, o capitão botafoguense teve partidas bem melhores, mas hoje eu o vi chamando jogo, correndo e até brigando pela posse de bola, característica que foge completamente do seu perfil. De qualquer forma, as cansativas bolas paradas continuam enchendo o saco. Até quando perderemos inúmeras chances de escanteio e chuveirinhos no ataque?
Alguém que acompanhe sempre os treinamentos do Botafogo pode confirmar se - pelo menos - lá ele tem bom aproveitamento?
Como perceberam, nem estou comentando sobre o jogo. Sabem por quê? É que a segunda etapa não foi diferente da primeira.
Até que o Grêmio chegou mais ao ataque, mas nada que tenha assustado a ponto de comprometer a importante vitória alvinegra. Em compensação, saíamos rotineiramente nos contragolpes. Uma pena que nenhum foi concluído com sucesso.
Por falar nisso, a única conclusão decente do segundo tempo veio dos pés do Wellington Paulista, que o goleiro tricolor defendeu milagrosamente. Acho que eu torci para a bola entrar mais do que o próprio Wellington, que foi um leão em campo. Está faltando o gol (e eu sei que atacante vive exclusivamente disso), mas ninguém pode reclamar de máscara ou omissão do artilheiro botafoguense na temporada, afinal, foi o jogador que mais fez e recebeu faltas na partida, correndo do início ao fim.
Se o Wellington Paulista mereceu o meu aplauso depois de uns três ou quatro jogos de vaias, outro que mostrou disposição foi o Jorge Henrique, que voltou a ser aquele atleta sem posição, se movimentando por todos os lados, da defesa até o ataque. Teve duas oportunidades de gols, que coroariam a sua participação.
Uma coisa é certa no atual Botafogo: Como eu disse hoje que quando as coisas estão ruins com o Lúcio Flávio, certamente estariam piores sem ele, estendo à dupla de ataque. Não é que os três sejam excepcionais. É que não têm substitutos no elenco. E se é com eles que devemos contar, com eles contaremos.
Para que tudo não pareça que foi uma maravilha e que amanhã estará uma beleza, deixo uma crítica ao setor defensivo: Se não tiverem mais cobertura, passaremos apertos contra times tecnicamente melhores.
Enfim, como abordamos a semana inteira: As notícias estavam boas demais para os botafoguenses, que esperavam apenas uma coisa para coroar a nova fase, que esperamos, tenha começado hoje: Vitória!
Por falar em Vitória, o time baiano (que está na zona da Libertadores) será o próximo adversário.
Putz, jogar em Salvador é sempre complicado. Não podemos pensar em outro resultado que não seja a vitória. Caso contrário, corre-se o risco de uma ducha fria neste ânimo que precisa ser renovado, dia após dia.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 2 X 0 GRÊMIO1- Castillo: Um mero espectador - 6,5
2- Alessandro: Precisa baixar a bola e cair na real de que é limitado e ponto - 5,0
3- Renato Silva: Uns dois chutes equivocados e perigosos. Não adianta, pois não é confiável (mesmo nos melhores dias) - 5,5
4- Edson: Também é fraco com a bola nos pés. De qualquer forma, foi um pouco melhor que o companheiro - 6,0
5- Túlio: Um primeiro tempo muito bom, com direito a gol. No segundo, apareceu menos individualmente e se preocupou em fechar as subidas do Alessandro - 6,5
6- Zé Carlos: Se precisava de uma boa partida para recuperar a confiança, dê-se por satisfeito. Bom na marcação e inteligente nas subidas - 7,0
7- Jorge Henrique: Só falta mais sorte nos dribles. Hoje, porém, voltou a correr o tempo inteiro, como nos seus melhores dias de 2007 - 7,0
8- Diguinho: Errou vários passes. Não esteve mal, mas eu o prefiro quando joga de forma mais simples - 6,0
9- Wellington Paulista: Precisava de um gol nesta noite. Jogou para o time, brigando com os zagueiros e até criando para os companheiros. Valeu o espírito de luta - 7,0
10- Lúcio Flávio: Mostrou duas coisas: Que pode jogar muito mais e que é vital para o time atual. Só precisa desistir das bolas paradas. Estas já cansaram - 6,5
11- Leandro Guerreiro: Vinha de uma sequência horrível, mas não brincou em serviço. Esteve muito bem na marcação e rifando a bola para onde estivesse virado - 6,5
12- Thiaguinho: Entrou e o juiz terminou o jogo - Sem nota
Geninho: Armou um time veloz nos contragolpes e sem vergonha de dar chutão se for o caso. Acho apenas que poderia dar mais fôlego (substituir), quando perdemos ritmo no segundo tempo. Na média, para minha surpresa, foi bem - 6,5