22/07/08

Enquete: Zárate, o parceiro ideal para o W.P



Depois de um jogo onde a má pontaria dos jogadores (principalmente do Jorge Henrique) foi o assunto mais comentado e criticado pela torcida e imprensa esportiva, termina – curiosamente – a enquete desta semana, que sem saber, tratou justamente do setor ofensivo alvinegro.

Wellington Paulista não marcou gol contra o São Paulo, mas ele deixou a sua marca nos últimos três jogos. Jorge Henrique também não foi feliz diante do tricolor paulista (aliás, foi muito infeliz, isso sim), porém havia marcado duas vezes na vitória sobre o Ipatinga.

Se o texto parasse no parágrafo acima, poderíamos pensar que a dupla de ataque botafoguense está “voando” em campo. Bom, eles melhoraram demais, mas o período de “seca” e partidas medíocres também durou alguns “intermináveis” dias. Não custa lembrar que o Wellington Paulista (artilheiro alvinegro na temporada) ficou 14 partidas sem balançar as redes.

Durante este tempo em que os atacantes titulares brigaram com a bola, a torcida perdeu a paciência e a diretoria do clube também. Resultado: Correu atrás de nomes que chegassem em General Severiano para disputar vagas.

Wellingol” e o “motorzinho” sentiram a pressão e encararam os adversários de forma mais séria, sem preocupações com cavadas de faltas e/ou toques de efeito. Assim, de forma inegável, eles melhoraram. Principalmente o camisa 9 do GLORIOSO, que além dos gols, voltou a realizar excelentes partidas, inclusive servindo de “garçom” para os companheiros.

Como os números não mentem, hoje, se existe um titular absoluto do ataque alvinegro, este é o Wellington Paulsita. Considerando este fato, perguntei aos amigos, qual seria o melhor parceiro para o artilheiro (lembrando que o Botafogo apresentou o Gil, que já atuou, e o argentino Zárate, que estréia em agosto).

Dos 55 votos computados, 27 (49%) dos amigos não quiseram nem saber se o Zárate ainda é uma incógnita e/ou um pouco “pesadinho”. Estes confiaram nas informações do Rotemberg (que agilizou a contratação) e nos números do atleta, que foi o artilheiro da segunda divisão do futebol argentino.

Eu confesso que fiquei um pouco traumatizado com o Escalada. Por mais que eu saiba (e sei) que “cada um é cada um”, é difícil esquecer, principalmente se compararmos os portes físicos dos conterrâneos. Espero que a semelhança pare justamente aí.

Em compensação, sou fã do futebol argentino. Sou fã do profissionalismo, raça e comprometimento com que eles encaram os compromissos. Para mim, não existe dúvidas: Neste ponto eles são infinitamente superiores aos brasileiros. É sempre bom ter “sangue hermano” no elenco. Acho que isso agrega muito para o time e cativa a torcida.

Vou torcer para o Zárate ter sucesso no GLORIOSO. Não o conheço, mas quero acreditar no pouco que li e ouvi ao seu respeito. Mas de qualquer forma, não foi a minha escolha na enquete.

O meu voto foi somado com outros 13 (25%), que ainda confiam no Jorge Henrique.
Tirando o problema (sério, crônico, inexplicável e inadmissível) das finalizações, o baixinho voltou a atuar como nos melhores momentos do ano passado, esquecendo o irritante “cai-cai”, que estava virando rotina nas suas partidas.

Além disso, não vejo no elenco alvinegro um outro atleta que possa desempenhar tantas funções como o Jorge Henrique.

Ele pode ser ala (direita e esquerda), apoiador e/ou atacante. Convenhamos, se ele estiver em um bom dia, é capaz de cumprir qualquer uma das atribuições com desenvoltura. Destaco também que o atleta – apesar de franzino – não é de fugir dos zagueiros adversários. Muitas vezes ele esquenta a cabeça e leva cartões bobos, mas o simples fato de ele não ser como "Sávios" da vida, me deixam tranquilo.

Na pior das hipóteses, se o Zárate chegar e fizer gols atrás de gols, eu arrumaria uma vaga para o Jorge no meio de campo (sua posição original), pois insisto: É o tipo de jogador que poucos clubes no Brasil têm à disposição.

O terceiro mais votado foi o recém chegado, Gil (10 votos, 18%), que depois de um início de carreira promissor no Corinthians, não repetiu o futebol nos outros clubes que defendeu: Cruzeiro, Internacional, Nástic (ESP).

Mesmo na sua melhor fase, nunca fui fã do Gil. Diferentemente de quem o via como driblador e incisivo, o canhoto não conseguia passar uma outra imagem (para mim), que não fosse de uma “enceradeira”. Ou seja, roda, roda, roda...mas não produz.

É claro, não sou cego e reconheço que ele é habilidoso e sim, melhor que muitos “cabeças de bagre” que estão espalhados pelo futebol brasileiro. Mas eu não consigo o enxergar como uma contratação de impacto e/ou capaz de permitir que tenhamos dias melhores no nosso ataque. Apesar da festa que o Rotemberg fez no anúncio do jogador, eu – sem exagero algum – digo que não me soou nada diferente da, por exemplo, chegada do Zé Carlos. Um bom jogador, mas que eu não vou esperar muita coisa...

Por enquanto o Gil teve duas oportunidades (nas segundas etapas), mas ainda parece um pouco sem ritmo de jogo.

Tomara (mas tomara mesmo) que eu queime várias vezes a minha língua. Que seja com o Gil, Zárate, Jorge Henrique ou qualquer outro atleta. Só quero que o Botafogo ganhe com tudo isso.

Por fim, com apenas 4 (7%) escolhas, alguns amigos do Cantinho Botafoguense disseram que o Wellington Paulista poderia fazer parceria com qualquer um dos três atacantes que foram relacionados nesta enquete. Ou gostam dos três, ou de nenhum. E aí, seja o que Deus quiser...

Não sei como o Ney Franco armará o Botafogo quando tiver todas as peças à disposição. Torço apenas para que ele tenha muita calma na análise de quem está em melhor forma no momento. Seja ele o Jorge Henrique, Gil, Zárate, Alexsandro ou até o próprio Wellington.

E se houve coincidência no assunto (ataque) da enquete que encerrou, desta vez eu abordarei um tema que está em plena ebulição no GLORIOSO: A sucessão presidencial do clube.

Enquanto não sabemos se o Manoel Renha será candidato da oposição, também ouvimos rumores de uma possível candidatura do Rotemberg, para continuar com o sistema de gestão atual do Bebeto de Freitas. Fora os outros nomes que são ventilados pelos cantos de General Severiano.

O fato é que o Bebeto deixará o Botafogo no final do ano, depois de dois mandatos e vários serviços prestados ao clube.

Muitas foram as conquistas desta gestão Bebeto de Freitas. Alguns foram os equívocos e problemas da mesma administração. Como tudo na vida, nada é perfeito!

E assim, eu pergunto aos queridos amigos: Considerando todos os prós e contras, qual a nota que você dá para a gestão Bebeto de Freitas, que terminará no final de 2008?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Preparando a garganta



Amanhã nós reencontraremos dois ex-botafoguenses em campo. Desta vez, atuando pelo Atlético MG: Almir e César Prates.

O meio campista não fede nem cheira. A "tanajura" (por causa da bunda enorme) pelo menos emagreceu, mas pelo visto, continua a mesma coisa de sempre, ou seja, eternamente reserva, independente do clube que defende.

Quem não se lembra da torcida botafoguense pedindo a sua presença em 2003: "Levir, bota o Almir"? E em 2004 tudo mudou: "Almir, pede para sair"! Assim foi o relacionamento do jogador com o Botafogo.

No caso do lateral, o tratamento precisa ser um pouco diferente. Aliás, um pouco não. Muito diferente!

César Prates era querido pelos alvinegros no início de 2005, mas preferiu abandonar o barco e se aventurar no futebol italiano.

Tudo bem, seria normal. Desde que ele não saísse falando um monte de besteiras e queimando o GLORIOSO para quem quisesse ouvir. Virou persona non grata e toda vaia que receber amanhã será insuficiente.

Estarei ligado na tv, esperando que os meus amigos botafoguenses do Rio de Janeiro xinguem este rapaz por mim. Não conforta, mas eu farei a minha parte, mesmo que as palavras de baixo calão sejam ouvidas apenas pelos meus vizinhos.

Antecipadamente peço desculpas aos mesmos (por mais que eles não leiam este Cantinho Botafoguense).

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Um gringo vai e o outro fica



Parece que a situação de saúde da esposa do Ferrero realmente não está nada boa. Ao que tudo indica, ela passará por outra cirurgia e assim, preferiu continuar em Buenos Aires, ao lado dos familiares.

Desta forma, o empréstimo do Ferrero está por finalizar. Ele retornará para o Tigre, clube pelo qual se destacou e chegou ao Botafogo. O contrato de empréstimo será de um ano (até junho de 2009).

Os dirigentes alvinegros fizeram questão de dar todo o apoio ao argentino, mas não demonstraram interesse em vendê-lo em definitivo, pois consideram que o Ferrero será de muita valia para o clube quando retornar, e se Deus quiser, com os problemas familiares/particulares bem resolvidos.

Eu penso da mesma forma...

Enquanto o Ferrero volta para a Argentina, o goleiro uruguaio, Castillo, recebeu uma sondagem do River Plate, mas fez questão de recusá-la, apesar da possibilidade de disputar uma Libertadores sempre mexer com a cabeça de qualquer jogador sul-americano.

Segundo o Castillo, além da proposta não ter sido um "sonho", ele está muito bem no Botafogo, gosta do clube, da torcida e do Rio de Janeiro. O uruguaio falou que para sair do GLORIOSO, só se for mandado embora ou surgir uma proposta irrecusável do futebol europeu.

O Castillo não é um fora de série. É um goleiro normal, que tem dificuldades nas bolas aéreas, mas é muito bom nas rasteiras e saídas com os pés. Considero sim, o melhor goleiro do nosso elenco, pois o Renan - em minha opinião - ainda é jovem e não tem a experiência e atitude do uruguaio.

No caso do Ferrero, sinto pelos problemas particulares que certamente o afetaram. De qualquer forma, entre todos os zagueiros que temos no elenco, também o considero o melhos e mais confiável.

Boa sorte ao argentino e valeu, uruguaio.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Abaixa a bola, rapaz



Enquanto esteve machucado, Alessandro acompanhou o improviso do Thiaguinho na lateral direita do Botafogo.

Mesmo com as três boas partidas do ex-jogador do Boavista, Alessandro parece ter bastante confiança de que a sua volta ao time titular é apenas questão de tempo. Ele, inclusive, já espera vestir a camisa de número 2 amanhã, contra o Atlético MG, no Engenhão.

Confiança ou marra? Ingenuidade ou medo? O que vocês acharam da declaração do Alessandro para o site Globoesporte?

"- Espero ser titular. O Ney sabe da minha capacidade e tem conhecimento de quem vinha sendo titular antes de ele chegar".

É verdade, Alessandro. O Ney Franco sabe da sua capacidade e de quem vinha sendo titular do GLORIOSO. Talvez por isso a torcida botafoguense espere apreensiva pela permanência do Thiaguinho entre os onze atletas que entram em campo.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

21/07/08

Pronto, Lúcio. A paciência esgotou...



"- No vestiário os jogadores estavam um pouco cabisbaixos. É difícil explicar e digerir essa derrota, é difícil vir aqui no Morumbi, ter o domínio e não sair com a vitória. Por esse lado fica a frustração por ter tomado um gol no fim do jogo quando tivemos chances até de virar com uma bola do Jorge Henrique".

Na partida de ontem, muitos jogadores do Botafogo poderiam dar a declaração acima. Inclusive o Jorge Henrique, considerado o culpado maior por grande parte da torcida (e pelo qual, discordo).

Por quê poderiam? Oras, pelo simples fato de que alguns (Diguinho, André Luis, Thiaguinho, Jorge Henrique, Wellington Paulista e Carlos Alberto) correram, lutaram e jogaram de igual para igual com o São Paulo. Em suma: Se apresentaram para a partida.

O problema é quando o autor da frase é o Lúcio Flávio, de quem mais esperamos tudo o que foi mencionado no parágrafo anterior, porém, é aquele que mais está devendo em campo.

Além da infeliz declaração, ainda colocou mais responsabilidade nas costas do Jorge Henrique, quando ele também perdeu um gol incrível no início do segundo tempo, quando a partida ainda estava 1 a 0 para a equipe paulista.

A torcida teve paciência e respeitou o Lúcio Flávio (que é sim, um bom jogador e importante para o Botafogo), esperando que ele se doasse mais, apesar de não ser a sua principal característica. Acontece que paciência tem limite e o GLORIOSO não pode viver às custas do Lúcio...

Se o Ney Franco quiser ganhar a torcida de vez, fará o Carlos Alberto entrar em campo com a camisa de número 10 na quarta-feira.

E o Lúcio? Um banco para refletir se quer ou não correr atrás do tempo perdido.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Procura-se trouxas no mercado da bola



A torcida botafoguense não aguenta mais tantas notícias sobre o "vai-não-vai" do Vanderlei.

O atacante foi indicado pelo último treinador (Geninho) e não precisou de mais do que quatro partidas para irritar os alvinegros. É um fortíssimo concorrente para o Robston e Bruno Costa para a escolha da "maior cagada do GLORIOSO em 2008".

Um dia antes de assumir o comando técnico do time, Ney Franco pediu para que o Vanderlei acompanhasse a delegação para o jogo contra o Santos. A intenção era analisar se continuaria ou não com o atacante no elenco.

O "holandês-paraguaio" não precisou se esforçar para mostrar todo o seu desencontro com a "chamada" bola.

Definido que o Vanderlei não continuará no Botafogo, inicia-se a tarefa mais complicada: Convencer algum outro clube trouxa (igual nós fomos) de que podem contar com os gols do "artilheiro do Geninho".

Muito difícil, hein? Mas ainda assim, o Lancenet informou que as negociações com o Brasiliense voltaram com tudo e que em breve o negócio deve ser confirmado.

Será? Espero tanto por este dia...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

O futebol agradece



O Ney Franco elogiou o árbitro da partida de ontem.

Apesar da derrota, o treinador botafoguense fez questão de deixar claro que o "homem do apito" não interferiu em nada. Pelo contrário, foi o "melhor em campo", na minha humilde opinião.

Eu concordo em absoluto com o Ney Franco.

Assim, além de elogiar o árbitro (alô, CBF!!!), faço questão de parabenizar o Ney.

O futebol brasileiro precisa disso: Arbitragem decente e treinadores que parem de elogiar nas vitórias e criticar nas derrotas.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Diz aí, Fábio (06)



"Ney franco completou ontem três jogos dirigindo o botafogo, com três resultados diferentes, uma derrota, uma vitória e um empate. Mas o que me chamou mais a atenção foi uma surpreendente coincidência nesses jogos: o bom futebol apresentado pelo time.

Ter perdido pro São Paulo ontem, no Morumbi, foi uma pena, assim como foi ter empatado com o Santos, na Vila Belmiro, no domingo retrasado.
E já que o Rodrigo falou em justiça no texto sobre o jogo de ontem, eu pergunto: Foram resultados injustos? Sinceramente, acho que não.

Não quero ser radical, mas não considero justo um time perder tantos gols claros e sair vitorioso. A eficácia e a competência, na minha opinião, traduzem melhor o significado da palavre justiça no futebol.

Foi assim que perdemos um título carioca em 2007.

E o maior responsável pelos gols perdidos tem um nome, aliás dois: Jorge Henrique.

É impressionante como erra gols. Ontem, em um dos gols perdidos, a bola chegou a ficar paradinha para ele, na grande área, de frente para o gol. O chute foi longe.

Contra o Santos, uma câmara atrás do gol do Fábio Costa me deixou atordoado com um dos gols que ele perdeu no primeiro tempo, o mais claro deles e que marcaria 3 x 0 pro Botafogo. O Fábio saiu em linha reta do gol e ele estava mais pro lado esquerdo. Isso deixou pra ele o gol todo aberto, mas o chute, além de fraco, foi em cima do goleiro santista.

Que ele corre uma barbaridade; aliás, que está voltando a mostrar seu ponto forte; e que tem brigado muito pelo time, é inegável. Mas é inadmissível que um jogador profissional erre tantos gols assim.

E não poderia, também, deixar de registrar três bobeadas que nossa zaga cometeu nesses dois jogos em questão: a primeira, ao deixar o Kléber Pereira dominar uma bola no peito, no meio de dois zagueiros, e ter calma pra concluir; a segunda, ao se posicionar mal no contra-ataque são-paulino, no primeiro gol que tomamos ontem; e o terceiro, o mais lamentável, foi a desatenção total ao deixar o Dagoberto livre pra marcar o gol da vitória. Como ouvimos nas peladas da vida, a marcação é nos jogadores, não na bola...

São esses os maiores desafios do técnico Ney Franco. Se conseguir trabalhar isso, ele poderá fazer esse time ir longe, porque, sem dúvida, o Botafogo é melhor do que, pelo menos, uns 15 ou 16 do Campeonato Brasileiro.

Saudações positivamente botafoguenses!!!"

e-mail do Fábio: fabio.alvinegro@gmail.com


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

20/07/08

Questão de (falta de) sorte



Uma pena!

Nada expressa melhor a derrota de 2 a 1 do GLORIOSO frente ao São Paulo, no Morumbi.

Como eu sempre digo no Cantinho Botafoguense, futebol e justiça não são os "melhores amigos" um do outro. Se fosse, poderíamos ter qualquer resultado nesta noite. Todos, menos uma derrota do Botafogo, o que infelizmente aconteceu.

Dos males o menor, pois nestes três pontos perdidos, não devemos dormir com sentimento de vergonha, raiva ou decepção. Enfrentamos o atual bi-campeão brasileiro e candidato ao título deste ano e por mais que o São Paulo também não seja uma maravilha do mundo, é sempre complicado enfrentá-lo na sua casa. E o Botafogo não só enfrentou, como atuou melhor, mas aí entramos naquela questão da sorte para uns e azar para outros. Hoje fomos os azarados.

Ney Franco foi tecnicamente quase perfeito. Desde a escalação (iniciando com o Carlos Alberto no banco) até as substituições (apesar de que eu não tiraria o Túlio). O único porém do seu trabalho nesta noite foi ter demorado para sacar o Zé Carlos no segundo tempo, quando nitidamente se arrastava em campo sem a menor condição física.

Tudo bem que nem por isso o time ficou pior, mas talvez um sangue novo desse ainda mais ritmo e ímpeto nos minutos finais. Colocar o Lucas Silva nos descontos foi, no mínimo, invenção.

De qualquer forma, há muito tempo que não temos treinador com autoridade para sacar o Lúcio Flávio do time titular. Mais uma vez o camisa 10 ficou devendo e foi justamente substituído. A fase do capitão alvinegro é ruim e ele precisa passar por um recondicionamento físico e técnico, pois ainda é (e pode ser mais) importante para o elenco.

Com as duas modificações feitas (já que desconsidero o minuto do Lucas Silva), podemos tirar conclusões: A primeira de que o Carlos Alberto tem cadeira cativa no time. A segunda é que o Gil pode tentar, mas não tem bola para substituir o Jorge Henrique, que sentiu que a sua "batata estava assando" e voltou a jogar o futebol que nos acostumamos a ver em 2007.

Para aqueles que tinham receio de que o Carlos Alberto atrapalharia a boa movimentação das últimas partidas, fica a certeza de que ele prende a bola um pouco mais do que os outros, mas é por ser diferenciado e consequentemente o único capaz de decidir em um lance individual.

O seu gol foi apenas um detalhe diante dos seus três primeiros toques na bola e que significaram muito mais do que todos os minutos do Lúcio Flávio em campo. Resultado: Carlos Alberto fez o gol botafoguense e o Lúcio não teve a mesma sorte (apesar da correta jogada) quando o seu toque foi tirado sobre a linha do gol adversário.

Se o Ney Franco quiser colocar o que há de melhor no momento, precisa (deve) alterar estes dois jogadores e conversar com o Zé Carlos, explicando que só poderá contar com o canhoto nos primeiros 45 minutos, afinal, não é de hoje que o Zé "anda em campo" nas segundas etapas.

Voltando ao jogo desta noite, eu temi pelo pior à medida que os primeiros 15 minutos passavam. A pressão são paulina foi absurda e só não levamos o primeiro revés porque a sorte resolveu nos dar uma forcinha, até que nos encontrássemos em campo. A partir de então, os dois times travaram um duelo equilibrado, com uma ligeira vantagem para o adversário, que explorava a velocidade do seu ataque e a limitação técnica do nosso setor defensivo.

E quando o Botafogo não sofria perigo e começava a incomodar o Rogério Ceni, uma bola enfiada entre o Thiaguinho e o Renato Silva, obrigou o Castillo a cometer um pênalti. Na cobrança o camisa 1 tricolor abriu o placar. Ponto, comentei: Acabou...

Na subida dos vestiários para o segundo tempo, procurei pelo Carlos Alberto, mas nada...

Os dez minutos da etapa complementar não tinham graça e nem emoção, quando o Ney Franco chamou o apoiador e colocou-o em campo, sacando o Túlio. Nesta hora, o Zé Carlos não conseguia correr de tão ofegante. Mas tudo bem, o Túlio não esteve bem e a sua substituição nesta noite não deve ser contestada como um erro. Na verdade, eu não a faria, mas entendo a opção do treinador botafoguense.

Nos primeiros toques na bola o Carlos Alberto já mostrou o que um camisa 10 precisa fazer: Ao invés de fugir da bola, procurá-la. Ao invés de esperar o passe do companheiro, pedi para que ele entregue a "redonda" para o seu domínio.

Enquanto o Carlos Alberto ofuscava o pouco que ainda restava do Lúcio em campo, outro jogador passou a fazer uma das suas melhores partidas neste ano: Jorge Henrique caía pelos dois lados, abusando da velocidade e dribles na zaga tricolor. É claro, seria demais exigir boas finalizações do "motorzinho", que nunca se caracterizou por este detalhe. Uma pena, pois ele teve duas chances claras de fazer o segundo gol do GLORIOSO.

Neste espaço de tempo em que o Jorge colocava o São Paulo para correr, Carlos Alberto havia empatado a partida com a mesma sorte que nos acompanhou no início da noite.

Eu já queria o empate, pois apesar de estarmos muito melhor do que o rival, igualar o placar foi tão sofrido que deveríamos agradecer em sair do Morumbi com um pontinho. Era final de jogo e só não queria perder. Além disso, eu gritava: "Ney, o Zé morreu, coloca o Leandro para fechar o meio"...

Quando o ponteiro se encaminhava para o quadragésimo quarto minuto do segundo tempo, a sorte (ou falta dela, para não dizer azar) que nos auxiliou no início resolveu pregar uma peça que não esqueceremos tão cedo: Gol da vitória são paulina. Justo deles, que não ameaçavam o Castillo e ainda tinham que se virar na defesa contra as investidas do ataque alvinegro.

Injustiça, amigos. É o sentimento desta derrota.

Merecíamos a vitória (na pior hipótese, o empate)! Mas muita calma nesta hora. É notória a evolução do Botafogo (em todos os aspectos). É nítida também a empatia que rola entre o Ney Franco e os seus comandados.

É lógico, nunca é bom perder, porém hoje eu não durmo triste. Durmo preocupado, pois estamos mais próximos da zona de rebaixamento do que das primeiras colocações. Agora, se existem culpados pela situação atual, pode ser qualquer um, menos o Ney Franco, que inegavelmente melhorou o GLORIOSO e permite que sonhemos com um amanhã muito mais promissor.

Pior seria se ainda estivéssemos com o "porquinho". Aí sim, a coisa estaria complicada.

Nestas três partidas o Botafogo provou que vai melhor. Precisamos acreditar. Eu mesmo estava receoso, mas a confiança voltou depois destas três últimas partidas. Agora, precisamos fazer a nossa parte: Comparecer ao Engenhão para o jogo contra o Atlético MG e no domingo, ajustarmos as contas diante do Flamengo.

São rodadas importantes e em casa. Com a melhora sensível do time, precisamos colaborar da forma que nos compete. Ou seja, enchendo os estádio.

É isso, amigos. Saio triste pela derrota. Saio com esperanças renovadas para o amanhã...
...desde que a sorte não nos deixe na mão novamente.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 1 X 2 SÃO PAULO

1- Castillo: Uma falha em bola aérea no início da partida. No mais, não teve trabalho e nem culpa no pênalti - 6,0

2- Thiaguinho: A vontade dele faz a diferença em relação ao Alessandro. Ganhou a vaga, mas precisa atentar sobre um ponto que me chamou atenção: Um pouco afobado em determinados lances - 6,0

3- Renato Silva: O futebol de costume. Bons e maus momentos - 6,0

4- André Luis: No mesmo nível do companheiro de zaga. Pelo menos é mais confiável - 6,0

5- Túlio: Não repetiu as últimas boas atuações, apesar de que não comprometeu em nada até ser substituído - 5,5

6- Triguinho: Levou vantagem na zaga. No ataque, porém, um desastre - 5,5

7- Jorge Henrique: O dono do jogo. Depois do primeiro tempo razoável, uma segunda etapa relembrando os seus melhores momentos de 2007 (inclusive na dificuldade em finalizar ao gol) - 8,0

8- Diguinho: Não inventou e nem enfeitou as jogadas. Faltou alguém para assisti-lo com mais frequência no setor - 7,0

9- Wellington Paulista: Sem oportunidades para marcar e sem muito destaque. Pelo menos se movimentou e em duas oportunidades deixou companheiros na cara do gol - 6,5

10- Lúcio Flávio: Um bom lance em quase fez o gol e só. No mais, muitos toques para o lado e bolas levantadas na área sem perigo - 5,0

11- Zé Carlos: Se enrolou em várias situações, mas no primeiro tempo chutou três boas bolas. Para variar, cansou na segunda etapa - 5,5

12- Lucas Silva: Um minuto em campo - Sem nota

13- Gil: Ainda não mostrou nada que justificasse a sua contratação. Para mim - pelo menos - não é novidade... - 5,0

14- Carlos Alberto: Entrou e mudou a equipe. Atitude e dedicação, dignas de um camisa 10 de verdade. Ainda fez o gol alvinegro - 7,5

Ney Franco: Coerente e corajoso nas substituições. Pecou apenas em não perceber a queda de rendimento físico do Zé Carlos no meio do segundo tempo - 7,0