
No atual momento do Botafogo, o que menos importa é se o time jogou bem ou mal. O que a torcida quer são vitórias para afastar o GLORIOSO da zona de rebaixamento do Brasileirão.
E foi exatamente o que aconteceu nesta noite: O Botafogo enfrentou o Avaí, a torcida adversária, o frio na capital catarinense, a leve chuva e principalmente a sua já conhecida limitação técnica e preparação (escalação, esquema tático, jogadas ensaiadas...). Mesmo assim, o sábado terminou de forma agradável para os alvinegros, que venceram a partida por 2 a 1 (Juninho e Renato).
É impressionante que não importa o adversário e se o jogo é no Engenhão ou outro estado. O Botafogo não consegue passar a impressão de saber o que deve ser feito com a bola nos pés e nem se movimentar em campo. Mais uma vez o futebol apresentado ficou a desejar, baseando-se em chutões, erros de passes e recuo exagerado na segunda etapa.
Por sorte o adversário é ainda mais fraco. O Avaí é o último colocado do campeonato, mas nem por isso deixou os botafoguenses tranquilos. Pelo contrário: Sufocou durante todos os 45 minutos finais e só não empatou o jogo porque o Castillo mais uma vez provou que deve ser o titular do gol alvinegro.
Em compensação, o Eduardo Martini não precisou fazer nenhuma defesa durante toda a partida...
Aliás, fez sim...uma em chute do Batista (no primeiro tempo, quando tínhamos o vento a favor). De resto, o goleiro catarinense não foi mais "
provocado".
Rodrigo, mas isso não tem lógica, afinal, fizemos dois gols!
É verdade, amigos. Agora, preciso lembrar como eles foram marcados? O segundo foi uma sorte danada, pois o Lúcio Flávio cobrou outra daquelas faltinhas inofensivas e o Renato conseguiu esticar a perna na frente do zagueiro. Entretanto, a abertura da contagem foi graças ao Juninho e sua conhecida cobrança de bola parada.
Resumindo: Pela enésima vez o Botafogo só não perdeu por causa das faltas do Juninho, que repito, são os únicos momentos em que levanto da poltrona na esperança de gol a nosso favor.
Falando rapidamente sobre a partida, apesar do leve domínio do time do Ney Franco, não podemos esquecer que o Avaí atuou contra um vento muito forte que impedia as suas bolas de sequer passar do meio de campo (em tiros de meta). Ou seja, eles atuaram contra a natureza e ainda assim nos ameaçaram em pelo menos quatro oportunidades. Quase todas pelo lado esquerdo da defesa botafoguense.
E mesmo com o vento a favor, o GLORIOSO não aproveitava a vantagem. Também, a dupla de armadores "
não esteve em campo" e sobrecarregou o Leandro no meio e o Batista improvisado no lado esquerdo. E nessa luta dos dois, destaque para o incansável e guerreiro Victor Simões, assumindo o papel dos "
camisas 10 e 8" tanto na parte de criação como no auxílio à marcação.
Com os 2 a 0 no placar (e agora sem o vento para ajudar), os comandados do Ney Franco voltaram para a segunda etapa com uma modificação: Juninho saiu por conta de forte gripe e o zagueiro Alex entrou em campo.
Tudo bem, o Alex entrou sem tempo de bola e pareceu um pouco afobado. Mas peraí, o que o treinador fez foi uma tremenda sacanagem, sacando o jovem defensor com menos de 27 minutos de jogo. E pior: Entrando com o "
chinelinho" Reinaldo, que se juntou ao inoperante Lúcio Flávio (a outra "
múmia", Renato, já havia deixado o jogo).
Ney Franco conseguiu o que tanto queria: Queimar mais um menino da base. E eu digo isso porque já vi o Emerson e Fahel cometerem erros muito mais graves, sérios e decisivos e nunca foram sacados no minuto seguinte. Ainda mais depois nas vezes em que entraram nas segundas etapas.
Repito: Ney Franco sacaneou o Alex de propósito! Ao invés de arrumar o meio de campo para impedir os ataques do Avaí, ele simplesmente sacou o zagueiro e entregou a partida "
à sorte".
Aliás, ainda bem que "
ela" esteve no nosso lado nesta noite, pois os últimos 20 minutos foram de intensa pressão do time catarinense, esbarrando nas defesas do Castillo.
Já cansado, Victor Simões não conseguiu mais incomodar a defesa adversária ao lado do André Lima, que teve uma estreia discreta, mas dando uma nova cara ao ataque do Botafogo.
"
Está nas mãos de Deus", gritei após o "
quase empate" do Avaí aos 44 minutos.
Depois foram mais quatro intermináveis minutos para que pudessemos, enfim, respirar calmamente.
Apito final...Botafogo temporariamente fora do "
G4 do mal" e a certeza de que de nada adiantarão os reforços enquanto estivermos na mão de um péssimo treinador, medroso e incapaz de dar o mínimo de padrão ao grupo (além de não mexer em peças, que mesmo mal, nunca saem da equipe).
Continuamos na luta e com a "
bala presa na garganta", porque como disse o comentarista do
SporTV (e eu concordo plenamente): Mesmo com reforços, o Botafogo ainda precisa de muita coisa para ser considerado um time razoável e fugir definitivamente da zona do rebaixamento.
E agora, que venha o Flamengo...
...apesar de eu não gostar dessa ideia no momento...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
NOTAS: BOTAFOGO 2 X 1 AVAÍ1- Castillo: Sem culpa no gol e com várias defesas que nos salvaram do empate e/ou até da derrota. Em minha opinião, deve ser o titular da equipe - 7,5
2- Alessandro: Discreto, porém, esforçado. Hoje nem me irritou como geralmente faz - 5,5
3- Juninho: Para variar, um gol de falta. Apesar de apenas 45 minutos em campo, atuou bem e sem perder nenhum lance - 5,5
4- Emerson: Nada de novo...dedicado, mas chutando bolas para dentro da área, driblado com facilidade e sem passar segurança para a torcida - 5,0
5- Leandro Guerreiro: Bom primeiro tempo, quando precisou se dobrar para compensar os nulos Renato e Lúcio Flávio. Na segunda etapa ficou fixo na zaga dando chutões para aonde estivesse virado (ordem o treinador) - 5,5
6- Eduardo: Perdeu muitos lances no confronto com os atacantes adversários e não apareceu como elemento surpresa na frente. Ficou devendo... - 4,5
7- Batista: Começou errando vários passes, mas depois se acostumou com a posição improvisada e foi um dos que mais correu e se ofereceu para jogar - 6,5
8- Renato: Eu não me iludo com o gol. Foi pura sorte, pois o que se viu no restante da partida, era um jogador pesado, limitadíssimo e incapaz de ajudar o meio de campo e/ou ataque - 3,0
9- André Lima: Tentou alguns lances de pivô e mostrou que "
pode dar caldo" ao lado do Victor Simões - 5,5
10- Lúcio Flávio: Jogou? - 1,0
11- Victor Simões: Juntamente com o Castillo, os melhores em campo. Correu bastante, voltou para ajudar na marcação, serviu o André Lima e disputou todos os lances com muita raça - 7,0
12- Alex: Não entrou ligado, mas depois que levou uma bronca do Fahel, foi estranhamente "
fritado" pelo treinador - 3,0
13- Fahel: Ele pode tudo...inclusive "
pagar de xerife" com os mais jovens. É a primeira alternativa do banco (isso é lamentável), seja nas vitórias, derrotas ou empates - 4,0
14- Reinaldo: O "
chinelinho" voltou para passear pelo campo ao lado do Lúcio Flávio - 2,0
Ney Franco: Continua com a sua política do paternalismo, escalando os titulares por afinidades ao invés de merecimento. Também continua substituindo pessimamente e recuando assim que abre o marcador. Para completar com "
chave de ouro", foi sacana ao extremo com o Alex - 3,0