
O Botafogo recuperou o saldo de gols perdido após a derrota sofrida para o Vasco da Gama (1 a 4) na última quinta-feira, aplicando 4 a 0 (dois gols do Victor Simões, Maicosuel e Renato) na fraca equipe da Cabofriense, em Cabo Frio.
Apesar da goleada, o jogo foi chato, moroso e sonolento. Principalmente por conta do alvinegro, que mesmo com um jogador a mais desde os 30 minutos do primeiro tempo, não pressionou o adversário, preferindo "
cozinhar" o resultado, administrando a posse de bola sem impor velocidade.
Os gols saíram normalmente, mas a Cabofriense foi mais perigosa na segunda etapa e pareceu não sentir a falta de um atleta em campo, quando tiveram três boas oportunidades de gols (inclusive, uma bola na trave).
Enquanto isso, o Botafogo continuava atuando como se a partida estivesse bastante complicada. Aliás, mesmo com o resultado favorável (no placar e no número de atletas em campo), as mudanças promovidas pelo Ney Franco foram todas "
seis por meia dúzia". O treinador alvinegro não pensou em colocar outro companheiro de área para o Victor Simões, preferindo encher o meio de campo de volantes e/ou apoiadores preguiçosos.
É claro que o discurso do vestiário será de "
aplicamos uma goleada" e/ou "
voltamos ao foco"...
...agora, o time continua mal, muito mal!
Dá sono assistir uma partida do GLORIOSO. A exceção se dá quando a bola chega ao Maicosuel, que é o único jogador capaz de partir para cima e fazer jogadas interessantes. O resto? Haja papel, caneta e carimbo, pois é um futebol burocrático ao extremo!
Futebol de resultado, dirão os otimistas que não concordam com as minhas críticas (mesmo nas vitórias). Isso é uma verdade: O time do Ney Franco atua de forma pragmática, focado apenas no 1 a 0, que se depender do treinador, está bom demais!
Não dá para criticar esta escolha do "
professor", até porque, até o momento tem dado resultado. Mais até do que nos tempos do Cuca, quando tínhamos um time que não sabia atuar "
com e para os resultados", preferindo os espetáculos em campo (justiça seja feita, valia a pena ver aquele Botafogo atuando).
Não importa mais! "
Aquele" Botafogo já era e a nossa realidade é outra. Por isso, continuemos focados nos resultados e vitórias, mesmo que estas sejam difíceis de assistir.
Por incrível que pareça, hoje eu pensei que o GLORIOSO faria uma partida diferente dos "
moldes do Ney Franco", pois os primeiros dez minutos foram muito bons.
Um time rápido, envolvente e ofensivo, com entrega de todos os atletas...
Mas bastou o primeiro gol do Victor Simões (aos 9 minutos), que pronto...tudo foi "
pelos ares". A missão de abrir o placar já estava conquistada e então foi "
oficializada" a nova missão para os outros oitenta minutos de jogo: Administrar o resultado...
Se fizer gol, ótimo. Mas se não, tudo bem também, afinal, 1 a 0 para o Ney Franco é goleada. E é mesmo, pois os três pontos vêm com 1 a 0 ou 20 a 2.
Pouco importa!
De qualquer forma, a minha indignação é porque finalmente o time teria a "
chance de ouro" para se desculpar com a torcida que ainda estava chateada com a goleada sofrida para o Vasco.
Era a hora de partirmos para cima da Cabofriense e além de golear o adversário, proporcionar momentos de euforia na acanhada arquibancada do estádio. Eles até resolveram melhorar a nossa situação, perdendo um zagueiro merecidamente expulso...
Mas não, fica para a próxima...
Quem sabe contra o Duque de Caxias? Por hoje fica o bom placar de 4 a 0. O "
show", pode ser que seja na próxima rodada, no Engenhão.
Uma pena que, se for, eu não presenciarei, já que viajo na próxima quarta-feira (18/3) com o meu pai e só retorno no dia 10/4...
Ah, Ney Franco...assim peço um favor ao senhor: Continue sem dar "
espetáculos" e com o futebol de resultados (e aqui eu não o critico por isso, afinal, queremos ser campeões, jogando bonito ou feio...), mas se você mandar o pessoal realizar uma partida convincente, espere eu voltar de viagem, ok? Estamos combinados?
É, amigos! Futebol é bola na rede.
Hoje o Botafogo deixou quatro na Cabofriense e voltou ao páreo na Taça Rio.
Mas, putz... como um "
bom chato" que sou, foi uma partida irritante, mesmo com goleada!
Aos que ficam indignados com o meu "
chatismo crônico", uma ótima notícia, amigos: Vocês não terão mais análises invocadas (até em vitórias) pelos próximos - quase - 30 dias.
Eu volto na véspera da semifinal da Taça Rio. Até lá, espero esquecer o Ney Franco, "
irmãos Silva", Jean, Fahel, Diego, Alessandro, Emerson, Juninho, etc... por uns dias! Mas só eles, afinal, o Botafogo não dá, né?
Vamos que vamos, Fogão!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
BOTAFOGO 4 X 0 CABOFRIENSE1- Renan: Sem trabalho, exceto por três chutes - 6,5
2- Alessandro: Começa a se especializar em ser o pior em campo... - 3,5
3- Juninho: Como é driblado facilmente, meu Deus do céu! - 5,0
4- Emerson: Nas bolas aéreas é pior até do que o Juninho. Hoje, por incrível que pareça, foi "
menos pior" que o parceiro - 5,5
5- Leandro Guerreiro: Mesmo improvisado, tem "
rebolado" para auxiliar a dupla de zaga - 6,5
6- Thiaguinho: Belo cruzamento no primeiro gol e assistência para o Batista iniciar o terceiro. Participou menos quando foi deslocado para o meio - 6,0
7- Jean Carioca: Novamente apagado. Enganou bem contra o Resende e Dom Pedro - 4,0
8- Fahel: Com a bola nos pés é um horror. Além disso, perdeu poder de marcação do início do campeonato - 5,0
9- Victor Simões: Dois gols, mesmo jogando isolado na frente. Faz milagre neste esquema defensivista do time - 6,5
10- Maicosuel: O nome do jogo. O Botafogo só joga quando o camisa 10 tem a bola consigo - 7,0
11- Léo Silva: Mais participativo do que o Fahel, mas enfeita muito as jogadas e faz faltas desnecessárias. É "
meio burrinho"... - 5,5
12- Renato: Um gol, dois chutes e mais nada. Mesmo... - 5,5
13- Lucas Silva: Nem chute a gol... - 4,5
14- Batista: Afobado em alguns momentos. Ainda assim, procurou ajudar mesmo atuando na ala esquerda - 5,5
Ney Franco: Hoje, com o jogo ganho, seria ideal testar os garotos da base... Mas não, melhor colocá-los no "
fogo" dos clássicos, quando precisarmos correr atrás do placar, né? Não faz o time jogar ofensivamente nem com um jogador a mais. Impressionante... - 5,5