28/08/08

Galo depenado (mais uma vez)



Eu começaria este texto dizendo que nada pode ser menor do que o "pintinho mineiro", mas por um momento eu esqueci que ainda existe o "Unimed FC". Bom, então para que ninguém fique chateado, deixemos assim: Nada pode ser menor do que o "pintinho mineiro" e o "Unimed FC".

O que foi o jogo de agora a pouco? Botafogo 5 a 2 (com direito a pênalti perdido) no Atlético MG, em pleno Mineirão. 8 a 3 no placar agregado. Mais justo, impossível.

Depois de eliminar o nosso maior freguês de fora do Rio de Janeiro, deixemos a passagem para a Colômbia reservada, afinal, o Botafogo está classificado para a fase internacional da Sul-Americana 2008.

Com a força máxima que tinha disponível (inclusive o Lúcio Flávio, que era dúvida), o Ney Franco deixou claro para os reporteres: "Viemos disputar a partida para vencer, pois valorizamos a Sul-Americana". Ele tinha razão, pois depois dos primeiros dez minutos de jogo, o GLORIOSO simplesmente tomou conta do restante da partida.

Podendo perder por até um gol de diferença, os botafoguenses entraram em campo para administrar o adversário. Não contavam, porém, com o bom início dos mineiros, que partiram com tudo, atrás dos dois gols necessários.

O Mineirão estava vazio e eu só ouvia a torcida do Botafogo pelo áudio da tv. Mesmo assim, os atleticanos presentes incentivaram o time. Nós ficamos um pouco assustados e erramos vários passes bobos, além de não incomodar no ataque, já que o Gil atuava isolado na esquerda e o Jorge Henrique na direita. Os dois homens de meio (Lúcio Flávio e Carlos Alberto) estavam bem marcados e não conseguiam fugir dos caçadores.

Sem problemas! O tempo tratou de colocar as coisas em ordem, afinal, a diferença técnica entre as equipes é gritante. Aos poucos o alvinegro carioca começou a dominar o meio de campo e chegar com mais frequência na frente. E de repente o pouco usual aconteceu: Uma bola rebatida na entrada da área atleticana sobrou para o capitão botafoguense, que num lindo chute de primeira abriu o placar. Gol de quem sabe. E como falamos mais cedo, nós também sabemos disso e só pedimos para o Lúcio Flávio participar ativamente das partidas, pois bola ele tem.

Nem bem comemoramos e o Jorge Henrique rolou um lindo passe para o meio da área. De novo Lúcio Flávio. E novamente, de primeira. Outro golaço. 2 a 0 pro Fogão. O "pintinho" estava abatido e o classificado definido.

O Atlético ainda tentava alguma coisa, mas sempre esbarrava no bom sistema defensivo alvinegro e de uma noite inspirada do Castillo, que não cansava de cobrar atenção dos companheiros. Uma atitude típica de uruguaio e argentino. Daqueles que não aceitam clima de "oba-oba".

Classificação quase garantida, o Ney Franco - sabiamente - resolveu poupar o Diguinho e Thiaguinho na segunda etapa. E de forma surpreendente, os substitutos (Zé Carlos e Alessandro) deixaram o time mais ofensivo, explorando o nervosismo mineiro.

No primeiro lance da etapa complementar, Zé Carlos rolou e outro fato inusitado ocorreu: Jorge Henrique, de bate-pronto, no ângulo! E olha que finalização é o fraco do "motorzinho". Prova de que o dia realmente era do Botafogo.

A partir daí o time se acomodou. O que é natural, diga-se de passagem.

Passes de efeito, fazendo o tempo passar e enervando o adversário. Todos os jogadores esperavam logo pelo apito final para irem embora do Mineirão, afinal, a tarefa estava cumprida. Acontece que os torcedores (presentes no estádio e nas milhares de residências Brasil afora) queria mais jogo, pois a goleada tornava-se inevitável.

Quando o Atlético fez o seu primeiro gol, eu fiquei chateado. Queria outra vitória com a defesa intransponível, mas aí é pedir demais, né? Tanto que no lance seguinte o Gil cruzou e o Carlos Alberto fez o quarto do GLORIOSO. Por sinal, gostei da comemoração do rapaz: Com raiva. Típica de quem queria vencer e fazer gol. Ambição! Essa é a palavra e foi justamente o nosso maior pecado no domingo passado.

Já com o Ferrero em campo (Renato Silva saiu machucado), os mineiros chegaram ao segundo gol. Tudo bem, nesta hora o Botafogo simplesmente se divertia no gramado e a partida parecia uma pelada de final de ano. A festa era carioca em pleno Mineirão!

Quanta descontração! O clima era tão leve que em um pênalti sofrido pelo Jorge Henrique, o Lúcio Flávio (cobrador oficial) deixou o Gil bater e tentar fazer o dele...

Pessoal, eu não gosto do Gil, mas independente disso, a fase dele está horrível, hein? Chutou para a lua! Mas como tudo é festa, deixa passar. Pelo menos ele ficou visivelmente irritado. Pior seria indiferença, o que não houve. O cara está tão azarado que em escanteio cobrado pelo Carlos Alberto, o zagueiro atleticano chega antes e faz gol contra.

Ainda esperei o replay para analisar se o árbitro poderia dar - sem querer - o gol pro Gil. Sem chances...

Hoje passa, pois em noite como esta, não há espaço para críticas mais agudas. Agora, o nosso lado esquerdo está abaixo dos outros setores. Tomara que o Ney Franco tenha percebido e dê um jeito durante o final da semana, já visando o Náutico.

Por falar no Ney, é importante destacar que ele sabe deixar o grupo motivado. A simples entrada do Ferrero no jogo mostra que todos têm oportunidades. O Edson atuou recentemente pelo Brasileirão e o argentino na Sul-Americana. Com essas atitudes o treinador vai ganhando cada vez mais o respeito e admiração dos atletas e torcedores.

Bom, eu não tenho mais palavras, meus amigos.

Ganhar do Atlético está ficando sem graça. Aliás, ganhar não: Humilhar.

O Brasileirão poderia ter 19 Atléticos. Seria bom demais, né? Mas tudo bem, vamos para cima de Atléticos e quem mais pintar na nossa frente. O momento é sensacional e o time parece ter assimilado o golpe do clássico contra o Vasco.

Mesmo com a partida ganha, jogamos de forma inteligente, explorando o desequilíbrio psicológico do "pintinho".

Mas finalmente chegamos na hora que eu tanto esperei...

O Atlético MG é passado! Eu quero o tal do Náutico, pois este sim, está engasgado na minha garganta desde aquele lamentável episódio do primeiro turno do nacional.

Os botafoguenses precisam lotar todos os assentos disponíveis do Engenhão no próximo sábado. Precisam fazer o máximo de pressão no time pernambucano, já que agora a casa é nossa, e nela o Botafogo quem manda. Inclusive no tratamento!!! Portanto, Bebeto, nada de boas vindas para os dirigentes dos caras! Aqui se faz, aqui se paga! Ou seja, nos fizeram de bandidos em Recife? Ok... bem vindos ao Rio de Janeiro.

E além da vitória diante de um adversário intragável, os três pontos podem nos levar ao esperado G2. Assim que chegarmos (e é questão de pouco tempo), miramos o Grêmio e ponto: Rumo ao título.

A Sul-Americana? Esperamos até setembro...
...mas a Colômbia não perde por esperar: O Botafogo está chegando!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 5 X 2 ATLÉTICO MG

1- Castillo: Boas defesas e cobrando os companheiros como se fosse uma final. Isso se chama profissionalismo - 7,0

2- Thiaguinho: O problema maior é quando se empolga, pois abaixa a cabeça e esquece que dois corpos não ocupam o mesmo espaço - 6,5

3- Renato Silva: Ganhou a maioria das bolas no jeitão Renato Silva de jogar - 7,0

4- André Luis: Sem vergonha de dar chutões. Absoluto - 7,5

5- Túlio: Taticamente perfeito. Ainda teve que ajudar o Triguinho pelo lado esquerdo - 7,0

6- Triguinho: Não vive um bom momento. Até chutão para fora ele tem errado - 5,5

7- Gil: Só melhorou quando o jogo tava vencido e disputado de forma descontraída. Ainda deve uma boa partida. Sem contar o bisonho pênalti... - 6,0

8- Diguinho: Primeiro tempo sensacional. Saiu poupado no intervalo - 7,5

9- Jorge Henrique: Ele quem dita o ritmo da partida. Além de correr, brigar e driblar, acertou um chute que não é o seu forte - 7,5

10- Lúcio Flávio: Dois golaços e a bola passando pelos seus pés. Este é o Lúcio que nós sempre cobramos com mais frequência - 8,0

11- Carlos Alberto: Apesar de não ter sido decisivo, foi um dos que mais se entregou durante todo o jogo. Bonito gol de cabeça - 7,0

12- Zé Carlos: Um bom segundo tempo, marcando e atacante pelo lado esquerdo - 7,0

13- Alessandro: Voltou depois de um bom período de inatividade. Basicamente só marcou. E o fez razoavelmente bem - 6,5

14- Ferrero: Não comprometeu, afinal, a fatura já estava liquidada - 6,5

Ney Franco: Boas substituições e visão do jogo. Depois que recuou o Jorge Henrique mais para o meio, tomamos conta da partida. Tem o grupo nas mãos e provou que sabe deixar os atletas sempre ligados e motivados - 8,0

27/08/08

Não vote nele, Cantagalo



Parece que o Botafogo finalmente acertou as pendências com o ex-goleiro (e atual candidato em Cantagalo) Roger, que desceu a lenha na diretoria alvinegra no início da semana.

Se o clube devia, tinha que pagar. E se pagou, ótimo.

Agora, a forma como o Roger tornou o problema público foi ridícula. É o que já conversamos: Podemos acusar os dirigentes botafoguenses de qualquer coisa, jamais de não se preocuparem com as pessoas (e não os atletas).

Enfim, já que o GLORIOSO acertou as contas, página virada em General Severiano.

E que o Roger seja muito feliz com o peso na consciência por ter sido injusto.

Ah, e torço para que ele não seja eleito, afinal, esta "aparição" do ex-goleiro é suspeita.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Tragicômico



Ingênuo que sou, resolvi dar uma passadinha no site oficial da CBF...

Por enquanto, nenhuma novidade!

Depois do Náutico, qual é mesmo o próximo adversário que o Botafogo receberá no Engenhão, hein?

Ou será que a estréia será fora de casa?

Aliás, ela será mesmo em 2008?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Lúcio Flávio: Chega de tanta oscilação



Das três dúvidas para a partida de hoje a noite, Ney Franco já deixou claro que o Gil substituirá o Wellington Paulista e se o Thiaguinho não tiver condições, entrará o Alessandro.

Aliás, é bem provável que o ex-titular seja utilizado independente da situação do "novo lateral" alvinegro, pois o técnico também fez questão de dizer que esta é a única posição que ainda não está 100% definida no Botafogo.

Uma certeza é a titularidade absoluta do Lúcio Flávio, capitão e camisa 10 do GLORIOSO.

Concordo.

Por mais que achemos que o Lúcio pode melhorar (e pode mesmo), ficou provado que ele faz falta quando não atua. O meio campista é dono da posição, pelo simples fato de não ter substitutos à altura. Caso houvesse, teria que disputar a preferência, já que o Carlos Alberto é titularíssimo.

O que irrita, é que o capitão alvinegro precisou ser barrado em uma partida para perceber que estava devendo em campo. Depois desse dia, ele fez três boas partidas em sequência, mas aí a condição absoluta parece que acomodou novamente o jogador...

Como o Lúcio Flávio está com incômodo muscular, é provável que o Ney Franco o deixe de fora do jogo contra o Atlético MG. No seu lugar, deve entrar o Zé Carlos, ao lado do Carlos Alberto, Diguinho e Túlio.

Eu torço muito para que o Zé Carlos (se realmente jogar) destrua o "pintinho mineiro". Sim, amigos. Que ele faça gols, corra bastante, anule o lado direito atleticano, etc...

Tudo isso para que o Lúcio Flávio veja pela tv o que esperamos dele, não esporadicamente, mas com constância. Até porque, justiça seja feita, quando o capitão está em um bom dia, o Botafogo ganha absurdamente em qualidade.

Basta acordar! Mas ele precisa querer também!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

"100" pena do Galo, Jorge Henrique!



Jorge Henrique estará de volta ao time do Botafogo nesta noite, contra o Atlético MG. Um reforço e tanto, considerando a ausência do Wellington Paulista e a efetivação do Gil no ataque.

Assim que o árbitro apitar o início da partida, o "motorzinho" terá chegado à marca de 100 jogos com a camisa do GLORIOSO. Atualmente e para os padrões do futebol brasileiro, um número que merece ser comemorado.

O Jorge chegou no início de 2007 sem tantos holofotes e a princípio, para ser reserva do Luiz Mário, que era mais badalado. Não passou muito tempo e logo o Cuca percebeu que a utilidade do baixinho era maior do que ele imaginava, afinal, poderia contar com o atleta na posição que fosse. Rapidamente o Jorge Henrique virou titular e peça fundamental no esquema do Botafogo. E mais: Caiu na graça da torcida alvinegra.

Tudo indica que não contaremos com o polivalente jogador no ano que vem. As suas boas atuações despertaram os clubes do exterior e se já foi um sacrifício segurarmos o Jorge agora, pior será em dezembro, quando os euros, dólares ou libras certamente falarão mais alto.

Portanto, amigos, hora de aproveitarmos o máximo possível do que o Jorge Henrique pode oferecer ao Botafogo. E nesta data especial para o atacante, o Atlético que pague o pato.

Como a numeração dos uniformes é fixa na Sul-Americana, o "motorzinho" deverá usar a "camisa 100" no sábado, diante do Náutico.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

26/08/08

Enquete: Titulares nas duas competições



Amigos, vocês lembram do que eu falei no final do comentário sobre o resultado da enquete passada?

Pois é, naquela altura havíamos chegado ao G4, mas eu disse que adoraria falar sobre o resultado da pesquisa desta semana do posto G2. Não deu! Por causa de dois minutos não alcançamos a meta em questão. Aquele gol do Vasco ainda não desceu totalmente redondo...

Tudo bem, nada de desespero ou maiores lamentações, afinal, continuamos no grupo de cima e apenas dois pontos nos separam do G2. Além disso, se olharmos de forma mais otimista, reduzimos a vantagem para o líder. Hoje o Grêmio tem 7 pontos de frente, quando na semana passada tinha 10.

Vamos para cima deles.

Sábado enfrentaremos o Náutico no Engenhão. Temos tudo para conseguir uma nova vitória. De repente o GLORIOSO amanhece a segunda-feira que vem no "tal G2". É possível!

Mas antes teremos o jogo da volta pela Sul-Americana.

A vantagem (3 a 1) construída na primeira partida permite que o Botafogo atue com mais calma diante do Atlético MG, no Mineirão. Agora, apesar dos recentes sucessos contra os mineiros, não será fácil. Até porque, nunca é fácil ganhar do Atlético em Minas Gerais.

Sim, amigos. Jogamos no domingo, voltamos à campo amanhã e depois estaremos novamente em ação. Essa será a rotina do Botafogo. Pelo menos enquanto formos passando de fases na competição sul americana. E convenhamos, pode ser cansativo e tal, mas a nossa torcida será para que o time jogue o máximo de vezes possível, pois é sinal de que estaremos em bom momento.

E foi justamente esse "corre-corre" o assunto da enquete que encerrou nesta terça-feira. Em questão, como o Botafogo deveria administrar as duas competições no segundo semestre? Força máxima? Times mistos? Reservas? O resultado, agora...

Foram 48 votos computados no total, e a imensa maioria (39 – 81%) disse que o Ney Franco deve partir com o que tiver de melhor em todos os jogos. Seja no Brasileirão ou na Sul-Americana. Eu penso da mesma forma!

Sei que é cansativo e também sei que não entendo "bulufas" de preparação física. Mas vou falar como torcedor e leigo: Não acredito que jogar duas vezes por semana seja algo desumano. Ainda mais se considerarmos que estamos falando de atletas profissionais, que recebem bem e vivem (com toda assistência possível) "do" e "para" o futebol. Diante disso, se eu fosse o treinador, iria com o time titular sempre que possível. E já incluo o jogo de amanhã, contra o Galo.

Dos 9 votos restantes, 7 (14%) acreditam que a fantástica recuperação no Brasileirão permite com que sonhemos com o título nacional. Assim, força total por aqui e reservas na Sul-Americana.

Eu ainda acho difícil, mas não nego que a esperança na taça do campeonato brasileiro aumentou. Entretanto, a Sul-Americana dá respaldo continental e um bom dinheiro para o nosso falido cofrinho. Sem contar que esta competição é disputada em "mata-mata" e tiro curto. Ou seja, se jogarmos para valer e usarmos o fator campo, as chances são grandes. Principalmente porque hoje eu sinto uma atitude bem diferente daquela derrotada em Buenos Aires.

Duas opções receberam 1 voto (2%) cada: "time misto nas duas competições" e "titulares na Sul-Americana e reservas no Brasileirão".

Destas, até entendo a segunda. Pelo menos a pessoa que votou tem uma competição em mente e como preferencial. Agora, respeito, mas não concordo com quem acha que devemos utilizar time misto nos dois torneios. Isso é abdicar (ou facilitar) da força máxima em uma frente e praticamente um sinal de que não acredita na conquista de nenhuma. A não ser que ela ache que o Botafogo tem um elenco tão acima da média que nossos times mistos seriam fortes o suficiente para as duas consagrações. Com todo respeito, mas é delírio!

Resumindo a enquete, os torcedores (maioria) querem que o time titular seja escalado sempre. Talvez (e neste caso, falo por mim) pelo fato de acreditarem que temos um elenco – que não é maravilhoso – suficientemente bom para brigar de igual para igual com qualquer adversário. Seja no campeonato nacional ou no continental.

Para variar um pouquinho, agradeço novamente a participação dos amigos, já convidando todo mundo à nova pesquisa, no ar pelos próximos sete dias.

Como o assunto desta terça-feira foi a "suposta" chapa da situação (que foi desmentida por uns e confirmada por outros...) que concorrerá nas eleições do Botafogo em novembro, pergunto: Qual(is) área(s) deve(m) receber uma atenção especial do próximo presidente do Botafogo?

Obs: Obviamente, todas as opções são importantes e merecem cuidados, mas qual delas é a mais crítica ou vital neste momento?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Eu não aguento mais!!!



Depois de anunciar a contratação do ex-zagueiro do Cruzeiro, Emerson (continuo achando que não era preciso), o Botafogo confirmou - agora a pouco - uma nova aquisição. Trata-se do Rodrigo Sá, volante, ex-Paulista de Jundiaí.

Também não conheço o atleta, que chega ao Rio com o contrato até o final do ano e a princípio, só para compor elenco. Segundo os dirigentes alvinegros, o jogador foi contratado porque o Botafogo conta apenas com Diguinho e Túlio, além do Leandro (machucado). Sem esquecer o fato do Thiaguinho ter "virado" lateral direito.

Duas observações que não posso deixar de fazer:

1) Se o Rodrigo Sá vem apenas para fazer número e com contrato até dezembro, por que (meu Deus do céu!!!) não damos mais oportunidades para os meninos da base botafoguense? Jougle, Wellington Jr., etc...?

2) Também discordo de que não temos muitas peças para o setor. Além dos três (Diguinho, Túlio e Leandro), o Thiaguinho é volante de origem (neste caso o Alessandro entra no time), assim como o Túlio Souza. Isso, sem esquecer do Eduardo, que já foi testado - e elogiado por pessoas de dentro do Botafogo - na posição. Estou falando de seis nomes (fora os juniores). Precisávamos do Rodrigo Sá?

Nada contra o rapaz, mas cada vez que eu vejo o Botafogo aumentando a sua despesa mensal sem o mínimo de planejamento, dá uma raiva absurda.

Não quero fazer comparações (até porque, repito, não conheço o Rodrigo), mas será que os nossos dirigentes esqueceram do Robston, que chegou em General Severiano pelos mesmos motivos e sem análise? E o Vanderlei? Quanto dinheiro o Botafogo jogou no lixo com estes dois em tão pouco tempo?

Realmente o amadorismo reina em General Severiano. Chego a questionar se é só amadorismo ou já entra a burrice no meio. De repente, o "interesse"...

E eu tenho explicação para o "interesse" (entre aspas). Abaixo, a cópia de um parágrafo que retirei do Globoesporte:

"Rodrigo Sá foi oferecido ao Botafogo e aceito por diretoria e comissão técnica. O jogador tem vínculo com o Villa Rio, clube que é ligado à Ability, empresa que recentemente tem sido parceira do Botafogo na contratação de jogadores".

Tá explicado...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Ele merece uma camisa comemorativa



No primeiro lance do clássico - do domingo passado - em que o Túlio foi focado pelas câmeras de tv, fiquei assustado: Uma imensa "bola roxa" ao redor do olho.

Perguntei ao meu irmão se ele havia reparado alguma dividida de bola que eu tenha perdido ou algo parecido. Ele não soube responder, e só agora - atrasado - fiquei sabendo do real motivo.

O Túlio teve um choque no treino de sábado, mas o hematoma só apareceu no domingo pela manhã. Justo no dia do jogo contra o Vasco. O Pior não foi só o "roxo", pois o próprio jogador disse que a sua visão ficou comprometida durante a partida, mas que ele não poderia deixar de ajudar o Botafogo, tamanha era a importância do clássico.

Assim que o juiz apitou o final do jogo, o olho do botafoguense lacrimejava de tão inchado, enquanto ele dava entrevista para uma emissora de tv.

No futebol brasileiro de hoje em dia, os jogadores chegam nos clubes e já se acham donos dos territórios. Não criam laços com as cores, histórias e torcedores. Qualquer unha encravada e/ou caspa no couro cabeludo é motivo para não entrar em campo, alegando desculpas esfarrapadas. O mais absurdo é que geralmente são avalizados pelos departamentos médicos, que tratam uma simples dor de cabeça como se fosse algo muito grave.

Oras, jogador de time grande recebe muito bem, e nestes casos, toma-se uma aspirina e vai pra "guerra", amizade...

E aí eu volto ao Túlio...

Ele não teve uma dorzinha de cabeça e/ou unha encravada. Teve um olho inchado pulsando e lacrimejando, além da visão afetada. Mesmo assim, pediu para enfrentar o Vasco!

Ah, isto tudo porque o Túlio é reconhecidamente um jogador identificado com o Botafogo, ou seja, poderia usar este vínculo como álibi para não atuar.

Pelo contrário: Demonstrando profissionalismo e acima de tudo, respeito pelo Botafogo, fez questão de ajudar o time no que fosse possível.

Há como não aplaudir um atleta que diz - e prova - ser botafoguense de coração?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Bem feito



O "Unimed FC" também não aguentou o estrelismo do Dodô e acabou de rescindir o contrato do mercenário.

BEM FEITO!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!