09/10/08

Vitória com três capítulos especiais



O Botafogo derrotou o Vitória por 3 a 1, chegou aos 46 pontos na tabela de classificação e continua vivo na briga pelo G4 do Brasileirão.

A equipe baiana dominou completamente a partida até os 30 minutos do primeiro tempo. Eu duvido que o botafoguense acreditasse na virada alvinegra, tamanha era a desorganização do time comandado pelo Ney Franco. Até que a expulsão do zagueiro adversário mudou totalmente o panorama do jogo...

Antes da breve análise da partida, explico o título do post.

Pensando bem, acho que nem precisa de explicação, afinal, os três gols do Botafogo tiveram "temperos" diferenciados.

O primeiro, marcado pelo argentino Zárate, enfim, titular da equipe.

Carinhosamente chamado de "Bolota" aqui no Cantinho Botafoguense, o Zárate foi - em minha opinião - o maior destaque do time, impressionando pela velocidade, dedicação e agilidade para quem tem todo o seu "corpanzil".

Gol de quem vive na área. Gol de camisa 9 (apesar de ter atuado com a 7). Gol de centroavante nato. Curiosamente a nossa maior carência atualmente.

O segundo momento da noite foi o lindo gol do Lúcio Flávio, em um toque de raro talento.

Não é novidade (e nunca dissemos o contrário) que o "maestro" sabe jogar bola. O problema é que nem sempre ele está disposto. Ultimamente andava muito sumido e o banco de reservas continua sendo necessário para que o Lúcio volte a render o que dele esperamos.

De qualquer forma, a hora escolhida para "brotar" foi fundamental, pois estava decretada a virada alvinegra.

Por fim, o mais impressionante fato da noite: Escanteio para o Botafogo; Lúcio Flávio cobra e...
...gol de cabeça! André Luis, premiado pelo excelente segundo tempo.

Faz tanto tempo, que eu nem lembro quando havia sido a última vez que o capitão botafoguense cobrou um escanteio/falta que resultou em gol de cabeça do GLORIOSO. Bom, ele veio na hora certa e contra um adversário que briga diretamente por uma das vagas no G4.

Enfim, três lances curiosos que permitiram o reencontro do Botafogo com a Vitória no Brasileirão.

Voltando rapidamente à partida...

Depois que o Vitória abriu o placar (com toda a justiça), pensei: "É, desse jeito, o empate será - outra vez - bem vindo".

O Botafogo era dominado por inteiro, não tinha meio de campo e o ataque batia cabeça, já que o Wellington Paulista não entendeu que ele exerceria a função de segundo atacante. Assim, dividia espaço com o Zárate, que se movimentava mais do que o companheiro.

Tanto é que, com o marcador ainda zerado, o argentino fez uma jogada de ponta e cruzou para a área. O Wellington tentou um gol de efeito e a bola saiu para a linha de fundo.

A rigor, foi tudo que criamos até a expulsão do zagueiro do Vitória. Aí sim, o time aproveitou o descontrole emocional dos baianos e partiu para cima (com o Gil substituindo o Alessandro).

Túlio foi deslocado para a ala direita e mostrou para os laterais de ofício como se cruza uma bola na área. Resultado: Gol do Zárate que saiu comemorando feito um louco (eu confesso que também gritei demais).

Mesmo com a igualdade no placar, o Vitória continuava melhor no primeiro tempo. Nem parecia com um jogador a menos, pois aproveitava o "bate cabeça" generalizado da defesa alvinegra: Renan não falava com o Renato Silva, que não entendia o André Luis, que não dava atenção pro Triguinho, etc...

Era hora da segunda etapa. Era a hora do Botafogo provar para os 6 mil alvinegros no Engenhão (e milhões pelo mundo afora) que o time quer manter a chama acesa no campeonato.

Apesar do Vitória ter recuado de forma absurda, o GLORIOSO não tinha um padrão de jogo definido. O "abafa" era instintivo e geralmente não resultava em perigo ao Viáfara.

De repente (ainda não sei o motivo) o Ney Franco resolve tirar a nulidade chamada Gil e colocar o Zé Carlos (vulgarmente conhecido como Zé Cansado). Neste momento eu soltei mais uma palavra de baixo calão, já que tínhamos um atleta em campo, precisávamos da vitória e por mais que seja horrível, o Gil é atacante, enquanto o Zé, meio campista.

Graças a Deus, a "velha companheira" (sorte) do Ney Franco deu as caras.

Depois de uma leve pressão na área do Vitória, a bola sobrou na entrada da área para o Lúcio Flávio...

Eu gritei: "Chuta! Chuta!", mas o Lúcio esperava a bola cair lentamente, enquanto os marcadores chegavam para o bote...
...tudo calculado: Um lindo gol por cobertura, medido com precisão e calculando a força do vento e todas as suas variáveis.

Era festa! Há quanto tempo o Botafogo não virava uma partida?

Seis minutos depois, escanteio para o alvinegro.

De novo, falei: "Lá vem o Lúcio com aquelas suas bolinhas...".

Cruzamento na cabeça do André Luis e bola no ângulo do gol adversário. Era o terceiro do GLORIOSO, que finalmente confirmava os três pontos.

A torcida parecia não acreditar que a sorte voltou a sorrir para o Botafogo, e os gritos de "olé" foram o auge da noite, que teve três gols, que classifico como "especiais".

É claro que sendo o Botafogo, precisaríamos passar por um susto até o final da partida. Apesar de ter sido um mero torcedor no segundo tempo, o Renan provou o seu valor e salvou um "tiro" do atacante baiano.

Agora sim! Vitória, meus amigos! Três pontos, meus amigos! Ufa, meus amigos!

A situação continua difícil? Bastante. Até porque, os resultados da rodada foram todos desfavoráveis. De qualquer forma, fizemos a nossa parte. E foi importante, pois nem isso andávamos fazendo ultimamente.

Próxima escala: Argentina.

Um empate contra o Estudiantes pode ser considerado bom resultado, mas as voltas do Carlos Alberto e Jorge Henrique permitem que eu fique um pouco mais empolgado, pois os dois (principalmente o meio campista) mostraram a falta que fazem ao time.

Ah, e se der tempo (e a diretoria deixar de incompetência), façamos de tudo para inscrever o Zárate na Sul-Americana. Ele é fundamental e mesmo sem ser um gênio, já apagou a péssima impressão deixada na sua estréia, diante do Náutico.

Eu diria que depois do Grêmio e Vitória, o saldo do Zárate é positivo e a titularidade torna-se obrigatória.

Vamos pra cima dos hermanos, Fogão!

OBS: Em tempo, os amigos me alertaram para a empolgação após a vitória de ontem. Esqueci completamente que antes do Estudiantes, enfrentaremos o Santos no próximo dia 18/10, ainda pelo Brasileirão.

Portanto, peço desculpas pela "falha técnica".

Um peixinho frito no outro final de semana e depois sim, "pra cima dos hermanos"!


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 3 X 1 VITÓRIA

1- Renan: Não foi falha, mas acho que o Renan poderia ter saído mais decidido no gol do Vitória. No resto, esteve bem quando foi exigido - 6,5

2- Alessandro: Horrível até sair com dores na coxa - 4,5

3- Renato Silva: Será que o Biruta é o mascote alvinegro ou o zagueiro? 5,5

4- André Luis: Segundo tempo perfeito e coroado com gol - 7,0

5- Túlio: Arrumou o time quando passou para a ala direita - 6,5

6- Triguinho: Ruim na marcação. Péssimo no apoio - 4,0

7- Zárate: Gol, movimentação, vontade e dedicação. A torcida aprovou - 7,0

8- Diguinho: Depois que o Túlio passou para a ala, ficou sobrecarregado no meio de campo, o que resultou em vários passes errados. De qualquer forma, é o pulmão da equipe - 7,0

9- Wellington Paulista: Sentiu a mudança de posição e apesar da luta, não esteve bem - 5,0

10- Lúcio Flávio: Estava mal até o momento do seu gol. Ainda cobrou um escanteio correto (milagre). Precisa ser mais regular - 6,0

11- Leandro Guerreiro: Cresceu na segunda etapa, mas continua longe do Leandro de 2007 - 6,0

12- Gil: Pouco tempo em campo. Suficiente para encerar o lado esquerdo - 5,0

13- Zé Carlos: Se não comprometeu, também não fez nada que tenha acrescentado - 5,0

14- Luciano Almeida: Menos de cinco minutos... - Sem nota

Ney Franco: Intriga o fato de só utilizar as mesmas peças. Nunca pensa em mesclar jogadores e esquemas. É previsível e conta exclusivamente com a sorte - 5,5

09 de julho de 2008: Tristeza e alívio



Os otimistas sempre dizem que tudo tem o seu lado bom, por pior que seja e/ou esteja.

Eu nunca fui partidário de tal afirmação. Reconheço que não sou muito otimista, mas mesmo assim, passo longe do pessimismo.

De repente - refletindo sobre a campanha do Botafogo neste Brasileirão -, cheguei a uma conclusão: Os otimistas estão certos.

Tudo bem que perder uma partida é ruim. Se for de goleada, pior ainda. E se além disso, a goleada for para um time inexpressivo como, por exemplo, o Vitória/BA, é o fundo do poço...

O grande vexame botafoguense neste campeonato foi aquela goleada de 5 a 2 no primeiro turno.

Mas calma aí, amigos...
...vamos pensar pelo lado positivo da coisa (se é que existe): Aquele jogo foi determinante para a saída do Geninho.

Se o antigo treinador(?) continuasse, hoje poderíamos ter menos de 43 pontos na tabela de classificação.

De qualquer forma - e graças a Deus, sem o Geninho -, vamos devolver a goleada nesta noite.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Seria simples...se fosse em outro time



Palavras do Lúcio Flávio, explicando sobre a entrada do Zárate no ataque botafoguense:

"- Muda a característica, Zárate trabalha mais de pivô. Ganhamos em força, em bola aérea. O apoio dos laterais será fundamental para podermos aproveitar essas características dele".

Teoricamente, ganhamos em fundamentos (pivô e jogadas aéreas) que são fracos no nosso time. Mas a teoria passa muito longe da prática e desta forma eu atento para dois pontos mencionados pelo Lúcio:

1- "Ganhamos em bola aérea" => Só precisamos combinar com os zagueiros e goleiros adversários, pois estas jogadas do Botafogo são - quase sempre - inofensivas;

2- "O apoio dos laterais será fundamental para podermos aproveitar essas características dele" => Só falta o Alessandro e o Triguinho aprenderem a levantar bolas na área.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Sem revanche



Perguntados a respeito de um possível clima de vingança contra os 5 a 2 levados no primeiro turno diante do Vitória (adversário de hoje a noite), os jogadores do Botafogo afirmaram que entrarão em campo sem esta preocupação.

Eu diria que sim, o sentimento (não o clima) deveria ser de revanche, ou seja, o adversário deveria estar entalado na garganta. Mas depois deste mesmo "oba-oba" que foi o jogo contra o Náutico (e o consequente resultado inesperado), é melhor que os atletas alvinegros nem lembrem da goleada sofrida para os baianos.

Até porque, a vitória é essencial para voltarmos ao pelotão de cima na tabela.

O Vitória está na nossa frente e esta quinta-feira reservou uma partida de seis pontos. E mesmo sem duas peças vitais (Carlos Alberto e Jorge Henrique), temos time para vencer.

Aliás, venceremos!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

08/10/08

Tranquilidade no ataque. Receio no meio de campo



Apesar do Carlos Alberto ter treinado nesta quarta-feira, o Ney Franco já confirmou que o atacante não atuará amanhã, diante do Vitória.

Segundo o treinador botafoguense, os dois dias que ficou ausente - devido a uma virose - prejudicaram o condicionamento físico do jogador, que será preparado para a partida contra o Santos.

Com as ausências do Carlos Alberto e Jorge Henrique, o Botafogo terá uma nova dupla de ataque na quinta-feira: Wellington Paulista e Zárate, que enfim, iniciará entre os titulares.

Estou confiante em uma boa partida dos dois.

O Zárate ainda está fora de forma, mas o seu desempenho contra o Grêmio surpreendeu positivamente e mostrou algumas virtudes. Já o Wellington, finalmente jogará na sua real posição: Segundo atacante, atuando de frente para os marcadores e utilizando os flancos.

Se estou curioso com o ataque botafoguense, fico receoso em relação aos criadores das jogadas, afinal, a fase do Lúcio Flávio é péssima e se não bastasse, as chances do Ney Franco escalar o Zé Carlos ao lado do "maestro" são maiores do que podemos imaginar...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

A vida ensina, Renan. Basta ter paciência e humildade...



"- Todo jogo eu penso que é o ideal para eu ter uma grande atuação e ganhar definitivamente a vaga. Não sei o que falta para eu ser titular. Dependo apenas da vontade do treinador".

"- Eu me considero um deles (melhores goleiros do Brasil), mas vejo o Rogério Ceni, o Fábio e o próprio Castillo se destacando".

Autoconfiança é importantíssimo para que uma pessoa tenha sucesso na sua vida pessoal e profissional. O problema é saber dosar o sentimento e não confundir com auto-suficiência.

As frases acima são do Renan.

O garoto apareceu este ano para o futebol nacional e de cara ganhou a confiança e respeito dos torcedores alvinegros. Méritos do próprio Renan, que em todas as vezes que foi "chamado", correspondeu ao esperado e mostrou muita maturidade para quem tem 19 anos de idade.

Todo mundo que frequenta General Severiano diz que o Renan é extremamente humilde e grato ao Botafogo. Por isso, custo a acreditar que ele tenha colocado o Ney Franco "em cheque" com a torcida botafoguense, dizendo que não entende o fato de ser reserva do Castillo.

Não entro no mérito de quem é melhor: Castillo ou Renan (eu prefiro o atual titular, pela sua experiência, inteligência e liderança). Mas a diferença de quem está pronto (Castillo) e de quem precisa "aprender" um pouco mais com a vida (Renan), está claro e evidente nas declarações do goleiro reserva do GLORIOSO.

Reparem que desde a chegada do uruguaio, ele nunca comentou sobre ser "bom" ou "ruim". Sobre ser "titular" ou "reserva". Sobre "este" ou "aquele" profissional.

A vida ensinou que tudo tem a sua hora e o jeito certo para acontecer. E o Castillo tem maturidade suficiente para administrar o seu dia a dia no Botafogo, mesmo não sendo unanimidade entre os adeptos.

Já o Renan, precisa lembrar que até sete meses atrás, ele não fazia idéia de que estaria defendendo os profissionais do Botafogo em 2008.

Ele também não imaginava que o seu trabalho seria reconhecido tão rapidamente. Portanto, para evitar que um "erro" resulte em uma "queda", ele precisa aprender a administrar toda esta mudança na sua vida, para aí sim, começar a falar com mais propriedade e sem que soe forçado.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Qual é a sua opinião?



Acredito que este post será polêmico...

Amigos, consideremos que os nossos rivais, "Bacalhoada" e "Terceirona" caiam - juntos - para a segunda divisão (as chances são grandes).

Com as receitas menores, será bem difícil que eles mantenham os seus principais jogadores no elenco. O Vasco está falido e precisará fazer caixa. Enquanto isso, o "patrocinador/dono" do tricolor já começou a fazer pressão, ameaçando inclusive, o término da parceria.

Neste caso, o que vocês acham do Botafogo "cogitar" a hipótese de sondar alguns jogadores dos dois adversários? Serei mais preciso: Leandro Amaral e Conca!

Eu fui um dos primeiros a alegar que não aceitaria o atacante vascaíno nem de graça (depois que ele escolheu atuar no "Unimed FC"), mas hoje eu paro, analiso e chego a conclusão de que o Leandro é voluntarioso e não faz corpo mole. Sem contar que o Botafogo não tem um atacante do seu nível (em minha opinião).

No caso do argentino, o GLORIOSO chegou a especular o seu nome no início do ano e eu sempre achei que seria um ótimo negócio. Gosto muito do Conca.

E aí, meus amigos: Vale a pena ou não?

Se eu fosse dirigente do Botafogo, partiria pra cima (sem me preocupar com ética, afinal, esta palavra não significa nada no futebol brasileiro).

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Puxa a fila e vaza, Eduardo!



Dias atrás eu escrevi que acho o Eduardo um jovem talentoso e que se não abrisse os olhos (e colocasse a cabeça no lugar), poderia colocar uma bela carreira em risco...

Pois é, pelo visto o baiano realmente decidiu qual o caminho pretende seguir: O dos "jogadores problemáticos".

O problema é que raríssimos são os casos de sucesso nesta "trilha". Por mais fora de série que o atleta seja com as bolas nos pés. E convenhamos, essa também não é o caso do Eduardo.

No treinamento de ontem, o zagueiro/lateral ficou irritado (por algum motivo), isolou a bola, atirou a camisa no chão e abandonou a atividade.

Como punição, a diretoria botafoguense determinou que o Eduardo treine em separado do grupo até o final da temporada.

Ah, eu tenho uma opinião/sugestão contrária: O Eduardo não tem um ano de Botafogo e irritou mais do que agradou. Portanto, acho um desperdício (de dinheiro e paciência) ficarmos esperando o "belo adormecido" despertar para a vida...

Coloquem este rapaz à venda e que o GLORIOSO seja feliz sem essa "mala" em General Severiano.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

07/10/08

Enquete: Carlos Alberto, a raça do Fogão



O que o torcedor botafoguense mais tem cobrado do time é o comprometimento e entrega nas partidas. Justamente o que tem faltado na maioria dos atletas alvinegros, com raríssimas exceções.

Depois que alguns atletas reclamaram publicamente dos salários e prêmios atrasados, aí que a imaginação da torcida foi além dos limites, passando, inclusive, pela especulação do "corpo mole" proposital. O que seria imperdoável, por mais que os profissionais tenham direito de exigirem os compromissos em dia.

Diantes deste momento um tanto conturbado, poucos jogadores têm escapado da ira dos adeptos. Em compensação, existem outros que nem quando o Botafogo vence, conseguem arrancar aplausos, afinal, o torcedor não é cego e muito menos burro.

Eu acho que o grupo botafoguense tem - no máximo - uns seis ou sete jogadores com crédito. Isso pensando da forma mais positiva e otimista possível. Entre eles, três merecem destaque, pois são os que mais suam, brigam e fazem cara feia: André Luis, Diguinho e Carlos Alberto.

E este foi o tema da enquete realizada aqui no Cantinho Botafoguense: Qual o alvinegro que demonstra mais raça e disposição no atual momento do GLORIOSO?

Novamente a participação foi muito boa. Ao todo, 65 votos foram computados nos sete dias em que a pesquisa ficou no ar. Houve uma disputa acirrada pela opção mais votada e empate entre as duas últimas...

Com 30 cliques recebidos (46%), o Carlos Alberto foi o escolhido dos amigos deste CB.

Depois de vários dias elogiando o meio campista e dizendo que o cara queimou a minha língua, eu não poderia votar em outro nome. Não mesmo!

O Carlos Alberto tem uma cabeça preocupante e dependendo do seu "dia" e situação da partida, ele pode arruinar tudo ou salvar o clube. Ou seja, o camisa 19 alvinegro é um "poço de imprevisibilidade".

Apesar do temperamento explosivo, quem vê o Carlos Alberto do Botafogo, não acredita que é o mesmo do "Unimed FC", Corinthians, Porto, São Paulo e Werder Bremen. Comparando as fases, ele está bem mais tranquilo e centrado.

Agora, justiça seja feita, uma virtude do apoiador sempre esteve presente (e em todos os clubes que defendeu): O Carlos Alberto não é jogador que se esconde em campo. Pelo contrário! Mesmo sendo novo, ele é experiente e geralmente é a voz do grupo nas partidas.

E não deve ser mole jogar sendo perseguidO e vaiado pelos adversários, mas mesmo errando alguns lances, voltar, pedir novamente a bola para o companheiro e tentar a jogada igual.

Este é o Carlos Alberto: Maluco da cabeça, bom dos pés e com sangue quente nas veias.

Também não dá para discordar dos amigos que votaram no Diguinho, que foi o segundo na enquete, com 25 (38%) cliques.

Outro sujeito que é novo, rico, famoso e adora as baladas. Típico de um garoto da sua idade e solteiro. Portanto, sua vida particular não compete à ninguém. O problema é que o Diguinho demorou para entender que também tem muito futebol e que sim, é possível conciliar o profissional com o pessoal.

Depois de amargar o banco de reservas no ano passado e se meter em alguns probleminhas "extra-campo", o volante alvinegro levou uma "porrada da vida" ao perder o seu irmão no final de 2007 e parece que "foi obrigado a crescer" mais rápido do que gostaria.

Nada apaga a perda de um parente, mas se serve como consolo, o Diguinho não só virou titular absoluto do Botafogo, como passou a ser referência do meio de campo, um dos principais ídolos da torcida e até viu o seu nome cogitado várias vezes para convocações da seleção brasileira.

Será muito difícil manter o "surfista alvinegro" em 2009. A própria "parceira" do clube e dona dos direitos do jogador (Ability), deixou claro que tem propostas do futebol internacional e que diante da boa exposição do Diguinho, os seus dias em General Severiano estão contados.

Ele nunca negou que este é um dos seus sonhos. E o mais legal é que mesmo sabendo que falta pouco para se concretizar, o Diguinho continua atuando com vibração, garra e o mais impressionante: Um preparo físico de dar inveja...
...principalmente para quem diminuiu as noitadas, mas obviamente não abriu mão em definitivo das mesmas!

Empatados com 5 votos (7%), duas opções: "André Luis" e "nenhum dos três (CA, Diguinho e AL)".

Eu não acho que a opção "nenhum" seja justa, pois além dos três em questão, julgo que alguns outros jogadores não aderiram ao "corpo mole" da maioria. Não entrarei nos nomes, mas é a impressão que tenho.

Já sobre o zagueiro botafoguense, é outra grata surpresa.

O André Luis estava afastado por indisciplina do Cruzeiro e precisaria jogar muito para justificar o investimento do GLORIOSO.

Não demorou para ganhar o respeito dos torcedores, afinal, sabe dos seus limites técnicos e não é de brincadeira. Se for preciso, também faz cara feia e "cai na porrada".

Apesar de perder um pouco da razão, é difícil não lembrar do episódio do jogo contra o Náutico, quando brigou com a PM Pernambucana, que covardemente o tratou como um marginal de primeira grandeza.

É outro jogador que - de certa forma - calou a minha boca.

Pois é, depois da boa participação nesta enquete, já convido os amigos para a nova (pelos próximos sete dias).

Se desta vez falamos sobre os destaques positivos neste momento delicado do time, façamos o contrário...

Agora não precisamos focar apenas na atual fase, mas sim, no ano inteiro: Qual jogador alvinegro foi (é) a maior decepção da temporada?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!