
Para quem atuou com uma equipe reserva, o Botafogo até que fez uma boa exibição nesta noite, ao empatar em 0 a 0 com o Atlético PR em Curitiba, na estreia da Sul-Americana.
Em nenhum momento o time foi pressionado e/ou deixou de atuar de acordo com a proposta determinada pelo Estevam Soares: Marcar firme e tentar sair rapidamente nos contragolpes.
Aliás, fiquei bastante satisfeito com a aplicação tática dos jogadores. Principalmente no primeiro tempo, quando tivemos mais posse de bola e soubemos segurar as jogadas lá na frente, evitando sustos desnecessários na retaguarda. Salvo dois ou três lances isolados, o gol do Flávio não foi ameaçado.
A rigor, o Atlético teve apenas duas oportunidades reais nos 45 minutos iniciais. Na primeira, o goleiro alvinegro fez uma defesa sensacional no ângulo. Poucos minutos depois, apesar de não ter saído para abafar o atacante adversário, o Flávio também foi eficiente no chute à sua meta.
No lado botafoguense, uma boa movimentação da dupla formada por Ricardinho e Victor Simões. Uma pena que as vezes em que a bola sobrou para o chute, caiu nos pés do Ricardinho, pois o "
pitbull" bate melhor.
Mas a grande arma ofensiva (e quem mais chutou ao gol atleticano) foi o Gabriel, aparecendo como elemento surpresa nas jogadas aéreas e tentando arremates de fora da área.
Se no setor ofensivo o Gabriel foi o principal destaque, registro a bela partida do Teco na zaga.
É claro que o ritmo de jogo não é o mesmo dos companheiros, mas em compensação o Teco não pareceu sentir muito cansaço físico e mostrou que tem categoria e certa qualidade com a bola nos pés. Depois desta noite, eu confesso que me empolguei com o zagueiro por dois motivos: Terminou o jogo sem sentir o joelho e passou segurança ao setor defensivo.
Bom, o Estevam é o técnico, mas se sou eu, o Teco já assumiria a titularidade no sábado, contra o Sport.
As únicas "
exceções à regra" no primeiro tempo do GLORIOSO foi mesmo uma "
dupla do barulho": Fahel e Léo Silva.
Como fazem faltas e erram passes esses dois...
Nem o Emerson (que também é da "
patota dos Ipatinga Boys") tem me irritado tanto quanto os dois citados acima. E falo sério...
...e para algum jogador irritar mais do que o Emerson, é porque o negócio tá brabo, hein?
Na volta do intervalo o Atlético PR veio para cima e aí o gás botafoguense acabou.
Jônatas e Renato mostravam claramente os "
efeitos da preparação física" da antiga comissão técnica: Patética, incompetente e ruim demais.
Aliás, o Jônatas enquanto teve fôlego foi bem nas distribuições de bola. Mas o segundo tempo foi lamentável, já que ele se arrastava em campo, errando passes do nível do Fahel, perdendo divididas e só reclamando com a arbitragem. Agora, justiça seja feita, no meio de Renatos, Léos, Fahels e afins, quem tem o mínimo de categoria faz a diferença mesmo sem preparo físico, né?
Aos 48 minutos da etapa complementar ele deixou o Laio na cara do goleiro atleticano...
O jovem atacante conseguiu perder, o que é imperdoável para quem almeja mais oportunidades e "
vive de fazer gols".
Por incrível que pareça, apesar do segundo tempo '
inexistente", foi quando tivemos a nossa melhor chance durante toda a partida (justamente essa do Laio) e o período em que o Atlético PR menos assustou o gol do Flávio.
Resultado justo? Eu achei!
O empate em 0 a 0 não é tão bom quanto parece, pois qualquer empate com gols no dia 16 classifica o Atlético. Ou seja, o Botafogo precisa vencer para passar à próxima fase. A vantagem é jogar no Rio de Janeiro...
...o curioso é temos atuado bem melhor fora da Cidade Maravilhosa!
Pois é, ficou para o dia 16.
Até lá continuaremos na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Tomara que cheguemos na decisão contra os atleticanos em uma situação mais tranquila no campeonato nacional, que permita o Estevam escalar uma equipe com mais jogadores considerados titulares.
Valeu a luta! Agora que venha outro rubro-negro: O Sport, na sempre perigosa Ilha do Retiro.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
NOTAS: BOTAFOGO 0 X 0 ATLÉTICO/PR1- Flávio: Duas grandes defesas, mas alguma fragilidade nas bolas aéreas – 6,0
2- Léo Silva: Se na sua posição original já é ruim, imagina improvisado... – 4,0
3- Teco: Nem parecia estar a tanto tempo sem atuar. Seguro e firme – 6,0
4- Emerson: Pequenas falhas de quem é tecnicamente limitado por natureza. Mesmo assim, hoje não comprometeu – 5,0
5- Eduardo: Não jogou mal, mas a sua irresponsabilidade é irritante – 5,0
6- Gabriel: Bom no apoio e sem medo de arriscar lances de efeito – 6,0
7- Renato: Um bonde... – 4,0
8- Fahel: O pior jogador que eu vi no Botafogo nos últimos anos – 3,5
9- Victor Simões: Lutou e correu durante todo o jogo, mas não teve uma chance sequer – 5,0
10- Jônatas: Enquanto teve fôlego foi o principal jogador do meio de campo. Depois, quase comprometeu o resultado com falhas incríveis – 5,0
11- Ricardinho: Um bom primeiro tempo, se movimentando bastante. Na segunda etapa sumiu – 5,0
12- Thiaguinho: A sua entrada melhorou consideravelmente o lado direito do time – 6,0
13- Wellington: Fez o básico para um zagueiro, ou seja, não enfeitou nenhum lance – 5,0
14- Laio: Poucos minutos em campo. Tempo suficiente para desperdiçar a bola do jogo – 4,0
Estevam Soares: Fez tudo certo, montando um time armadinho e ciente de como atuar. Em minha opinião, só arriscou demais ao permanecer durante os 90 minutos com o Jônatas e Renato em campo, sendo que os dois se arrastavam no segundo tempo – 5,5