Ontem, finalmente tivemos a estreia do Aguirre.
Pouco mais de 15 minutos em campo. Tempo ainda insuficiente para uma primeira impressão, pois o time já estava mexido, cansado e com o placar ao seu favor e adotando uma postura/tática de chamar o ECTD e explorar os espaços nos contra-ataques.
De todo modo, no seu primeiro toque na bola, o uruguaio quase saiu na cara do goleiro tricolor.
Questionado sobre os primeiros minutos oficias com a camisa botafoguense, o Aguirre falou:
"- Me senti bem, normal. Estava com um pouco de falta de ar, mas foram cinco meses sem jogar, e isso se sente".
Em seguida, repetiu algo que já havia falado dias atrás:
"- Sinto que posso dar o melhor de mim como centroavante, mas também posso ajudar a equipe jogando de extremo. Obviamente que cada jogador sabe onde pode dar 100% e onde pode ajudar, e eu me sinto como um nove".
Depois da "invenção" do Alberto Valentim no jogo de ontem (Kieza fazendo o lado de campo), acho que essa declaração do Aguirre merece ainda mais crédito, pois como já comentamos várias vezes, é legal um treinador ter o seu esquema de jogo preferido...
...mas nem sempre ele será adequado ao time. É preciso entender as características dos jogadores e escalar os onze melhores (disponíveis jogo a jogo) com a tática mais apropriada.
Não adianta forçar uma situação. Principalmente quando o "pé de obra" e a "inteligência futebolística" do elenco são claramente limitadas.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!