
Depois de quebrar o tabú em nunca ter vencido o Figueirense em Florianópolis, o Botafogo tinha mais uma marca considerável para este domingo: Derrotar o Palmeiras. Rival contra quem não tivemos muita sorte ultimamente.
Passado, meus amigos.
O Botafogo teve dificuldades, mas soube superar as ausências de alguns titulares e a forte retranca do clube paulista. A vitória de 1 a 0 foi pouco, diante da superioridade alvinegra, porém, a importância é a mesma: 3 pontos na nossa conta e a confirmação de que o GLORIOSO segue firme e forte nesta linda ascensão no campeonato.
Eram esperados 40 mil torcedores no Engenhão, mas a forte chuva que caiu no Rio de Janeiro afastou uma parte dos adeptos. No horário do jogo, por sorte, houve trégua do céu e as duas equipes não tiveram problemas para a prática do futebol, diante de quase 30 mil pessoas.
Dia dos pais, adversário qualificado ao título nacional e o Botafogo à um gol do centésimo na temporada. Este também eram atrativos para o jogo entre cariocas e paulistas.
A festa no estádio esteve devidamente de acordo com o que eu imaginei: Uma beleza! Linda de morrer, com as cores preta e branca em destaque absoluto.
Assim que o Botafogo entrou em campo, dois mistérios foram solucionados: Castillo no gol e o Wellington Paulista vetado. Gil foi o substituto do artilheiro alvinegro e em minha opinião, o destaque do confronto...
...destaque negativo, deixo bem claro.
Com a mesma formação que encarou o Atlético PR (exceção no gol) e realizou a melhor partida do GLORIOSO em 2008, eu esperava que o desempenho fosse no mesmo nível.
Jogamos bem, é verdade. Do outro lado, um adversário - melhor que os paranaenses - preocupado apenas em se defender. Mas a diferença para a partida do domingo passado foi provocada pelo próprio Botafogo, que apesar da supremacia em campo, teve três problemas: Muitos erros de passes, "
medo" em chutar de fora da área e um Gil displicente, completamente fora de sintonia dos demais jogadores.
De todas as formas, ficou mais uma vez provado que a sorte realmente nos abraçou. Primeiro porque o Palmeiras abdicou de atacar. Depois, pelo prêmio (gol), quando o relógio chegava aos últimos minutos de jogo.
A primeira etapa poderia (deveria) definir a vitória alvinegra, tamanha a facilidade que encontrávamos para chegar à intermediária palmeirense pelos dois lados. Com o Lúcio Flávio flutuando e distribuindo as bolas, chegávamos pela direita com o Thiaguinho, Túlio e Jorge Henrique, e na esquerda com o Triguinho, Gil e Zé Carlos, que substituiu o Leandro Guerreiro (contusão no início da partida).
Se por um lado o Jorge Henrique buscava, corria, lutava e tentava, no outro o Gil não marcava, prendia a bola em demasia e em nada acrescentava na frente. O único momento do ex-atacante colorado foi quando o "
motorzinho" deixou a bola para ele apenas fazer o gol. Lento e ciscador, Gil conseguiu perder...
Crucificaram tanto (acho que foi justo, apesar de exagerado) o Jorge Henrique por ter perdido gols contra São Paulo e Flamengo. E o Gil? Não podemos nos enganar só porque vencemos. Eu insisto que o Jorge é útil e compensa a sua deficiência nas finalizações. Já o Gil (para muitos, titular absoluto quando foi anunciado)...
...lamentável! Ainda não vi nada do atleta desde que chegou no GLORIOSO. Tudo bem, não fui enganado, afinal, vocês lembram do que eu disse no ato da contratação do Gil?
Pausa feita, voltemos ao jogo...
Como eu disse no início, o primeiro tempo foi todo do Botafogo. O gol perdido pelo Gil foi o mais lamentado, porém tão grave como a arbitragem, claramente confusa e que não deu dois pênaltis claros a favor do Botafogo. Se a bola bate na mão (mesmo que involuntariamente) e simplesmente para e/ou muda de rumo, não é penalidade?
Estes lances deixaram a equipe do Ney Franco nervosa em campo. Os jogadores ficaram impacientes e se descuidaram por alguns segundos preciosos, que poderiam determinar uma derrota injusta. Em um destes vacilos, Alex Mineiro recebeu na cara do Castillo e quando se preparou para o toque fatal, Thiaguinho apareceu do nada e salvou o Botafogo.
Seria melhor que o primeiro tempo terminasse e o time esfriasse a cabeça no vestiário.
O problema é que do outro lado tem o melhor treinador do Brasil (pelo menos eu acho). Luxemburgo notou que o Palmeiras tinha espaços para aproveitar e as suas alterações deixaram o alviverde mais ofensivo, mesmo que só tenham oferecido perigo em um único lance, quando o Castillo saiu com coragem e competência nos pés do atacante do "
porco". De resto, só troca de passe no campo do Botafogo...
Em compensação, o alvinegro teve uma queda de rendimento. Pareceu que alguns jogadores se cansaram e algo precisava ser feito.
Primeiramente, tirar o Gil do campo. O atacante começava a irritar a torcida, mostrando o porque da sua fama de "
chupa-sangue". Para piorar, nas raras vezes em que chegávamos na meia lua palmeirense, os botafoguenses tentavam infiltrar pelo meio ao invés de chutar. Diz a máxima: Quem não arrista não faz gol. É fato!
Acho que até demorou um pouco, mas o Ney Franco resolveu mudar. Sacou o inoperante Gil e colocou o Fábio em campo. Por mais que não anime ver o time com o Fábio em campo, não podemos negar: O rapaz é maluco e pelo menos corre. Precisávamos justamente de mais gás e de atletas que realmente acreditassem que a vitória seria possível.
Com a entrada do grandalhão centralizado, Jorge Henrique ganhou mais liberdade no ataque e dos seus pés saíam as principais oportunidades. Aliás, dele e do Thiaguinho, que merece o destaque.
O Botafogo ficou mais guerreiro e até os jogadores que estavam cansados (Zé Carlos, para variar), passaram a correr um pouco mais.
E foi de uma insistente investida do "
motorzinho" que o GLORIOSO colocou a cereja no bolo deste domingo especial. Jorge Henrique ganhou na dividida do zagueiro, levou para a linha de fundo e cruzou com precisão. A bola passou pelo Fábio, que não a alcançou. Passou também pelos braços do goleiro Marcos e quando parecia mais uma jogada perdida...
...surge a cabeça do cansado Zé Carlos.
Certeira! Precisa! Forte e indefensável! Era o gol botafoguense. Era o gol do Zé Carlos. O centésimo do Botafogo em 2008.
Pronto. O mais difícil tinha acontecido. Fizemos o gol e era hora de segurar a vitória com todas as nossas forças. O próprio Zé Carlos - que passou das discretas vaias aos aplausos - deu os últimos piques para garantir os três pontos.
Já nos descontos, mais uma invenção do árbitro, oferecendo a última chance para o Palmeiras. Falta perigosa e até o Marcos na área botafoguense. Cruzamento e ufa...
...bola para fora! O Botafogo conquistava assim a sua quarta vitória consecutiva no campeonato.
Não mudamos a nossa posição na tabela, mas o triunfo permitiu que o Botafogo continue à dois pontos do famoso
G4. Em uma rodada onde quase todos os primeiros colocados venceram, precisávamos fazer a nossa parte. E ela foi feita, diante de um adversário direto nesta briga.
E os pais botafoguenses terminaram o domingo felizes. Aliás, os pais, filhos, mães, sobrinhos, etc...
Lá vai o Botafogo, cada vez mais vivo no Brasileirão e incomodando todo mundo que julgava o time morto, depois de um início irregular.
Parabéns jogadores. Parabéns Botafogo! O Engenhão esteve maravilhoso neste domingo e já adianto o pedido: Precisa ficar igual no meio desta semana, quando iniciaremos a nossa campanha na Sul-Americana, contra o Atlético MG. Como o jogo da volta será em Belo Horizonte, precisamos abrir uma vantagem neste primeiro confronto e para tanto, o incentivo da arquibancada deve continuar forte.
Depois do Galo, subiremos para Recife para encarar o Sport, na Ilha do Retiro. Uma partida difícil e complicada, mas se o Botafogo quer brigar pela "
cabeça" do campeonato, precisa superar os obstáculos. E o primeiro do retuno começará justamente na capital pernambucana.
A confiança é plena. O time sente o bom momento e a torcida vestiu a camisa. Agora que nos deixaram tomar gosto da coisa, azar dos adversários.
O Botafogo chegou...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 1 X 0 PALMEIRAS1- Castillo: Voltou em grande estilo. Duas grandes defesas - 7,0
2- Thiaguinho: Outra bela partida. Muito vigor físico e dedicação. Além disso, é uma arma ofensiva considerável - 7,0
3- Renato Silva: Há muito tempo eu não assistia uma partida tão segura deste zagueiro - 7,0
4- André Luis: Duas saídas de bola erradas, mas não perdeu nenhuma bola aérea nem dividida - 6,5
5- Túlio: A fase é maravilhosa. É o Túlio que conhecemos. Aquele que marca, corre, chega, chama, briga, etc... - 7,0
6- Triguinho: Bem nas antecipações e marcação. Principalmente na segunda etapa - 6,5
7- Jorge Henrique: De novo, o nome do time. Movimentação constante, garra e a jogada do gol decisivo - 7,5
8- Diguinho: Quem se acostumou com o "
multi-Diguinho" de 2008 sentiu um pouco de "
falta" do jogador... - 6,5
9- Gil: Lento, dispersivo e irritante - 4,5
10- Lúcio Flávio: Buscou as bolas para armar os ataques e ajudou (dentro dos seus limites) na marcação - 7,0
11- Leandro Guerreiro: Machucou-se com 15 minutos. Mas não esteve confiável no tempo em que ficou em campo - 6,0
12- Zé Carlos: Entrou e não acrescentou em nada durante toda a partida. Como o futebol é uma caixinha de surpresa, o gol da vitória saiu justamente dele... - 6,0
13- Fábio: Com toda a sua limitação fez mais do que o Gil, afinal, apenas correu e isso já bastou para ser melhor do que o titular - 6,0
14- Lucas Silva: 10 minutos sem ser notado em campo. Aliás, uma rotina nas vezes que atuou - Sem nota
Ney Franco: Como tem sorte! O Botafogo agradece! De qualquer forma, está claro que hoje o Botafogo tem padrão definido e comprometimento com a vitória. Tão diferente do Geninho... - 6,5