19/08/08

Enquete: A força está no meio de campo



Terça-feira no Cantinho Botafoguense é para conversarmos um pouco sobre a enquete em destaque nos últimos sete dias.

Como sempre faço, agradeço a participação dos amigos, que a cada semana que passa, colaboram mais e mais com este espaço. Esta foi a minha intenção ao criar o blog: Conhecer os botafoguenses de todas as partes do mundo. Para a minha satisfação, não estou apenas conhecendo, mas fazendo verdadeiras amizades alvinegras. Algo que não tem valor!!!

Pois é, o início do post é alegre e descontraído. Exatamente como o momento do Botafogo. Não poderia ser diferente, afinal, estamos no G4 e com uma série impressionante de cinco vitórias consecutivas (três fora e duas em casa).

O time voltou a sorrir. A torcida também. O laço de relacionamento está completamente feito e tudo indica que não será desenrolado até o final do ano, quando esperamos terminar com gratas surpresas. Entre elas – e por mais difícil que seja -, o título do Brasileirão.

Confiamos neste grupo, do goleiro ao atacante, passando pela maioria dos suplentes, comissão técnica e todos os outros profissionais.

O elenco é excepcional? Não é, e sabemos disso. O Botafogo tem um bom time e alguns reservas que permitem com que briguemos por posições honrosas nos torneios que disputamos.

Com a chegada do Ney Franco, o time se acertou em todos os setores. Hoje o GLORIOSO continua atuando ofensivamente, mas tem um sistema defensivo muito mais acertado e consistente. Sem contar o meio de campo, participativo, solidário e com peças que desequilibram ao nosso favor.

E foi justamente este elenco, o assunto da enquete que encerra neste momento. Eu perguntei aos amigos, qual é o melhor setor do atual Botafogo? 65 votos foram computados nos sete dias de pesquisa.

Creio que o resultado final não surpreenda ninguém. Pelo menos eu não fiquei, já que esperava exatamente o que deu (inclusive, imaginando os números).

O meio de campo alvinegro foi o mais votado. 45 pessoas (69%) escolheram esta opção. Eu estou nesta bagunça.

Eu nem sei se preciso comentar a respeito. Aliás, acho que não. Para justificar, deixo apenas uma pergunta no ar: Qual time brasileiro tem um meio formado por Diguinho, Túlio, Lúcio Flávio e Carlos Alberto? Juro, eu pensei, mas não encontrei.

Dois volantes que marcam bem e têm facilidade para avançar, um atleta mais cerebral, com excelente passe e visão de jogo e um apoiador extremamente habilidoso, rápido e que não se esconde em campo. Sem mais comentários...

A imensa maioria votou no meio, mas houve aqueles que acham outros setores mais confiáveis. Por exemplo, os 12 (18%) que escolheram a defesa botafogo como o ponto forte do time.

Acredito que o Ney Franco tem participação indireta nestes votos. Sim, pois ele pegou exatamente os mesmos jogadores que trabalharam com o Cuca e o Geninho, mas deu um jeito na fraqueza que tínhamos neste setor.

Não sei o que (e como) ele fez, mas conseguiu melhorar consideravelmente o rendimento de atletas contestados (inclusive, por mim). Hoje temos uma dupla de zaga que não é sumidade e nem um exemplo de técnica, mas que se completa: Um veloz e outro viril. Temos também um lateral limitado, porém, aplicadíssimo e outro que simplesmente "surgiu" para o setor e é – em minha opinião – a maior surpresa do time.

Ah, sem contar que há muito tempo não tínhamos reservas defensivos minimamente razoáveis. Sim, até pouco tempo atrás, os titulares do setor eram fracos e os reservas lamentáveis. Hoje não. Eu diria que, todos juntos fazem uma média aceitável e suficiente para boas apresentações.

Outra benção para os botafoguenses foi a solução da "temida camisa 1".

Depois dos fracassos de cinco goleiros em 2007, os alvinegros temiam pela repetição dos problemas e até de mais perdas de partidas decisivas em falhas exclusivas dos "guarda-metas".

O fato é que o Botafogo atual tem dois bons goleiros: O experiente Castillo e a grata revelação, Renan.

Talvez seja a posição em que haja menos debates entre os torcedores. É claro que uns preferem o uruguaio e outros, o jovem egresso de Marechal Hermes (eu ainda acho o Castillo mais preparado). Agora, se o Castillo estiver no gol, os que preferem o Renan não perdem o sono e vice-versa.

Acho que foi nesta linha que os 6 amigos (9%) pensaram ao votar na opção "goleiro", como a melhor do Botafogo.

Se não houve surpresa – da minha parte – na escolha do meio de campo como o setor mais forte do time, também não houve no "último colocado" da enquete: O ataque, que só recebeu 2 (3%) votos.

Temos dois bons atacantes: Jorge Henrique e Wellington Paulista têm vaga em quase todos os clubes do Brasil. O problema é que nenhum deles tem a característica de ser um "homem gol", daqueles velhos centroavantes paradões à espera da bola, só para dar o toque final e comemorar com os companheiros. A esperança está toda depositada no Zárate, que apesar de ainda não ter atuado, tem justamente este perfil.

A nossa reserva de ataque sim, é fraca.

Eu nunca me empolguei com o Gil. Mesmo nos tempos de Corinthians, sempre o considerei firulento demais e prático "de menos". No caso de Fábio e Alexsandro, prefiro nem comentar, apesar de que, justiça seja feita, o segundo teve pouquíssimas oportunidades.

Analisando os suplentes, resta copiar e colar o que escrevi um pouco acima: A esperança está toda depositada no Zárate.

Nada de desespero. Os números não mentem, e se o Botafogo está no G4, é fruto do bom trabalho, competência, sorte (que nunca faz mal) e elenco, que não é a oitava maravilha do mundo, mas está longe de ser um lixo. E bota longe nisso...

Obrigado pela participação de todos e como vocês estão cansados de saber, já peço a contribuição na nova enquete do Cantinho Botafoguense, pelos próximos sete dias. E espero que na próxima análise de resultado, eu possa dizer G2 ao invés de G4.

Temos tudo para alcançar a vice-liderança...

Bom, vamos à enquete: Amigos, como o Botafogo deve administrar o Brasileirão e a Sul-Americana ao mesmo tempo?

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

É muito bom incomodar os invejosos



Só para variar um pouco, os invejosos de plantão (aqueles que não aceitam o GLORIOSO vivendo um bom momento) começaram a procurar toda e qualquer informação que possa criar um desconforto no ambiente alvinegro.

Agora eles voltaram a "comentar" sobre os seis jogos que o Wellington Paulista passou em branco.

O atacante do Botafogo não pode jogar bem (como tem feito), ser útil dando os passes decisivos para os companheiros(vide a última partida) e mostrar a raça habitual. Ele precisa fazer gols sempre. Caso contrário, a situação pode ficar insustentável.

Calma, amigos. Não sou eu quem diz isso. É exatamente assim que a "imprensa parcial" gosta de posicionar as coisas no Botafogo, e já esperando uma resposta "apreensiva" do atacante alvinegro, tiveram que engolir o seguinte:

"- Venho jogando bem, ajudando a equipe. Não marquei contra o Sport, mas participei do lance decisivo. O importante é o time continuar vencendo e chegar perto do topo".

Isso mesmo, Wellington. O importante é o Botafogo continuar nesta crescente. Fique tranquilo, pois esta "pressão" é criada pelos adversários e invejosos. Para nós, botafoguenses, saiba que confiamos no seu futebol e estamos (pelo menos eu estou) satisfeitos. É claro, queremos e esperamos sempre mais, porém, notamos que não lhe falta empenho, raça e dedicação. Assim, o gol é questão de tempo, pois o trabalho está sendo bem feito.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

André Luis e ... ?



Diguinho cumpriu suspensão automática na última rodada e já está escalado para a partida de amanhã, contra o Cruzeiro, no Engenhão. Em compensação, o técnico Ney Franco não contará com o Renato Silva, que recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Sport e quebrará a sua série de 32 partidas seguidas com a camisa do GLORIOSO.

O substituto do zagueiro ainda não foi escolhido, mas o treinador alvinegro tratou de dizer que sairá da disputa entre o Edson e o Ferrero. Nos bastidores de General Severiano, os palpites indicam a escolha do primeiro.

Não sei como está o psicológico do argentino, nem como os dois zagueiros têm treinado ultimamente. Mesmo assim, vocês sabem que eu considero o Ferrero muito mais jogador do que o Edson. Aliás, muito mais jogador até do que o próprio Renato Silva, que reconheço, está em excelente fase.

Eu adoraria ver a dupla André Luis e Ferrero em campo. Eles atuaram juntos, mas sempre com esquema de três zagueiros, com a presença do Renato. Foi assim contra o mesmo Cruzeiro, no Mineirão, e o Vitória no Barradão.

Com o Triguinho mais livre para apoiar e a "descoberta" do Thiaguinho no lado direito, seria a primeira vez. Mas ao que tudo indica, ainda não será desta vez...

O momento é tão bom e o Ney Franco queimou a minha língua de tal forma, que mesmo se ele optar pelo Edson, não criticarei (como nos tempos do "porquinho") a decisão.

É, amigos! Quando a fase está boa, tudo muda! Principalmente o nosso humor. Apesar de eu ainda preferir o Ferrero no time...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Diz aí, Fábio (10)



Amigos, conforme explicado ontem, segue o texto desta semana do Fábio.

Já adianto e parabenizo o amigão, pois me emocionei com o relato.

Parabéns, Fabião!
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As voltas que o mundo do futebol dá

1º de maio de 2008, quinta-feira que antecede a final do Campeonato Carioca de 2008...

Coração dividido. – Vou ou não vou? Se eu dividir em 3x, termino de pagar em julho. Mas e o casório? Não dá pra mim... Mas não vou pagar hospedagem, hummm, acho que dá...

Ainda na dúvida, exclamo pra mim mesmo: – Mas Fábio, é muito masoquismo. Você sabe que o Botafogo vai perder.

É, amigos, algo, no fundo, me soprava no ouvido que não seríamos campeões. Não era pura e simplesmente um pessimismo típico de um botafoguense, mas um reconhecimento de que a equipe não vinha bem. O resultado dessa história é conhecido por todos...

Agora, estamos no dia 27 de maio, terça-feira, véspera do segundo jogo da semi-final da Copa do Brasil...

As férias foram propositais e tinham o único propósito de acompanhar o Botafogo onde ele estivesse para ser campeão do Brasil.

Recife e Rio de Janeiro eram os próximos "prováveis" lugares para onde eu iria até o final da saga e, para essa maratona toda, não havia a menor po$$ibilidade de ir de avião.

Minha noiva parecia questionar para si mesma se eu seria capaz de fazer aquela aventura toda por ela. E eu parecia querer mostrar pra todos o tamanho da paixão que sinto pelo Botafogo, como se isso fosse mensurável.

No Morumbi, os sentimentos opostos se revezavam: no primeiro gol deles, a certeza de que não daria mais. No nosso empate, agradecimento aos céus. O placar do final do jogo mostrava, claramente, que havia algo de muito errado com o Botafogo, que não conseguia mostrar seu futebol diante de um time literalmente de segunda.

Nos penais, o amigo do blog se abaixa e se recusa a ver o que viria pela frente, inclusive, e principalmente, o tiro frustrante do Zé Carlos.

Pressa pra ir embora. Meia hora depois, já no hotel, meu pai no telefone. Pra ele, falei que daria um tempo. Ele respondeu: – Levanta a cabeça e volta pra casa porque seu coração chegará aqui ainda mais botafoguense!

Ele tinha razão, como sempre.

Mas os dias seguintes, que marcaram as piores férias que já pude tirar, mostrariam pro meu pai herói que meu coração estava muito arranhado.

Foram dias que me fizeram pensar no pior, especialmente depois da confirmação do técnico (?) que comandaria (?) o time a partir dali.

Irritação, desespero, indignação, raiva, tristeza, baixo-estima... Qual era o sentimento que mais tomava conta de nós, botafoguenses, diante de tantas omissões do time do asno?

Aqui no blog, no primeiro texto da coluna, escrevi que temia até mesmo que o Bebeto de Freitas entregasse o Clube na segunda divisão, tal qual encontrou.

E, por incrível que pareça, uma vexatória e humilhante derrota na Bahia, para o Vitória, marcaria uma virada absolutamente inesperada do Botafogo no Campeonato Brasileiro, que começaria, obviamente, com a saída do ... Deixa pra lá!

Curioso é que, naquele dia, um grande amigo vascaíno me ligou depois do quinto gol para dizer que não agüentaria ver o Botafogo apanhar daquele jeito e não falar nada pra mim.

Mas seria Ney Franco o homem da salvação? Para mim, com toda certeza, não e hoje, afirmo categoricamente que preciso rever meus conceitos sobre futebol.

Por ironia do destino, a última rodada do turno terminaria de forma incrível, com uma vitória sensacional do Botafogo em cima de um dos grandes favoritos ao título, com gol aos 34 minutos do segundo tempo.

Terminou? Não. Porque, ainda eufórico, dois minutos depois, alguém levaria o quinto gol, também na Bahia, também do Vitória. Quem? Pensem direitinho...

Não liguei de volta. Perder meu tempo?

Minha concentração, hoje, está apenas no Botafogo. Não quero saber dos outros. A consistência que vem sendo apresentada pelo time do Ney Franco me mostra que não preciso me preocupar com eles.

Além disso, essa consistência me mostra, também, que eu não entendo patavinas nenhuma de futebol.

Hoje, acredito que o nosso querido time, ao contrário do que se imaginava depois da tristeza do Morumbi, pode ir longe...

... Afinal, há coisas que só acontecem com o Botafogo.

Saudações positivamente botafoguenses!!!

E-mail do Fábio: fabio.alvinegro@gmail.com


SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

18/08/08

Concordo em gênero, número e grau



Eu reconheço que faço críticas à muitas atitudes da diretoria botafoguense. Algumas, inclusive, exagero nas doses. Agora, não deixo de elogiar e/ou parabenizar se for o caso. O que faço neste exato momento...

O Bebeto já respondeu sobre o interesse do Vasco em realizar o clássico do próximo domingo na sua casa, em São Januário, ao invés do Maracanã, como previamente acordado e marcado.

Como eu escrevi mais cedo, o correto seria exatamente isso: Atuarmos no "território vascaíno", afinal, eles vieram ao Engenhão no primeiro turno. Nenhum problema, desde que não afete o regulamento do Campeonato. Infelizmente o Vasco perdeu tempo e agora já não há mais tempo "legal" para a mudança. O próprio clube cruzmaltino - representado pelo seu presidente, Roberto Dinamite - havia dito e deixado claro que os clássicos com o mando de campo vascaíno seriam realizados no Maracanã.

Não é questão do Botafogo não querer jogar em São Januário. É questão de direito e legitimidade dos artigos do regulamento do Brasileirão. Por isso que eu dizia que o GLORIOSO deveria - se fosse o caso - brigar para atuar no Maracanã.

O Vasco teve oportunidade de escolher igual aos outros clubes. Não sofreu pressão externa e fez a sua opção, mas agora, arque com as consequências dos seus atos. Se no Maracanã o clássico será mais equilibrado do que em São Januário (também pesso assim), azar o deles. Perderam tempo e como diz uma máxima popular: "Comeram mosca".

Eu tinha as minhas dúvidas se o Bebeto continuaria firme na decisão do Botafogo e/ou cederia aos suplícios vascaínos. Para minha felicidade, o presidente alvinegro tratou de dar um ponto final à qualquer esperança do adversário (mas lembremos, estamos falando de futebol brasileiro e CBF, portanto, não existem palavras e muito menos coerência...):

"- O Vasco tem todo o direito de mandar a partida em seu estádio, mas esse direito acaba quando vai de encontro ao regulamento da competição. Pelo que sei, não há mais prazo para que essa mudança seja feita".

Preciso dizer algo a mais?

Sim, preciso: É isso aí, Bebeto!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Botafogo e Zárate: 2008 ou 2009?



Marcelinho Paraíba, D'alessandro, Cuevas...

Estes são alguns exemplos de jogadores que o Flamengo, Internacional e Santos (respectivamente) trouxeram recentemente do exterior e já estrearam no campeonato Brasileiro.

Enquando isso, em General Severiano, o Globoesporte informa:

"Clube tenta inscrever Zárate a tempo de enfrentar o Cruzeiro".

Parece que o maior problema no "caso Zárate" é a não assinatura dos dirigentes do Unión de Santa Fé.

Não importa! O hermano já tem mais de 30 dias no Botafogo e até agora não conseguimos assinaturas? Neste tempo os advogados alvinegros estiveram na Argentina, mas pelo visto, para nada...

Essa é a "diferença" do Botafogo para os outros clubes brasileiros: Se passam 20 ou 30 dias e a outra parte ainda não cumpriu com o acordado, os dirigentes vão à briga e metem a "boca no trombone". Por aqui, não. Continuamos aguardando a boa vontade de terceiros e o "trim trim" do sinal de fax. Aquele que foi prometido, mas ainda não enviado...

Enquanto isso, se for o caso, adiamos a estréia do Zárate. Afinal, o Brasileirão está no começo e temos toda a temporada pe frente, né?

Obs:No momento eu dou três toques na madeira, mas já pensaram se o argentino for uma furada, tipo o Escalada? Fico imaginando (e deixo claro, torcendo contra) a cara do Rotenberg, procurando justificativas e desculpas...

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Eles estão com medo da gente



Logo que assumiu a presidência do Vasco, o Roberto Dinamite deixou bem claro: Os clássicos que o Vasco tiver mando de campo não serão disputados em São Januário. O Maracanã está aí para isso.

Cientes de que são tecnicamente inferiores, os jogadores vascaínos pediram que o presidente repensasse a questão, pois as dimensões de São Januário são menores do que as do "Maior do Mundo" e teoricamente, equilibram as forças. No caso do Vasco, até favorece, pois os atletas conhecem os "atalhos" do campo.

Diante do pedido, o Vasco enviará um comunicado à CBF, que deve decidir até o final desta segunda-feira, aonde o GLORIOSO enfrentará o "bacalhau". O mais provável é que seja mesmo em São Januário.

Já adianto: Acho justo, afinal, eles tiveram o prazer de conhecer o estádio mais moderno da América Latina no primeiro turno.

Agora, se eu fosse o Bebeto, consideraria que no Brasil, nem sempre o que está escrito e combinado funciona. Sim, amigos. Somos o país da impunidade, do jeitinho. E assim, eu faria de tudo para alegar e deixar bem explícito o momento do Botafogo no campeonato e as expectativas de um excelente público. Até porque, o próprio Vasco venceu bem o Internacional e reacendeu os torcedores "apagados".

É correto e bonito? Confesso, não é. Mas eu sinceramente não me importo se o Dinamite ficará zangado. Não quero ser amigo do Vasco. Pelo contrário, quero fazer exatamente como o Eurico sempre fez: Brigar até a última instância para que o seu clube fosse favorecido. Eu quero o Botafogo bem e o resto que exploda.

Repito: Se a justiça fosse seguida, teríamos que encará-los em São Januário. Mas o Botafogo está tão bem, que limitar o número de alvinegros seria prejudicial (financeiramente falando) até para o Vasco, mandante da partida. Aí entra a questão do bom senso das partes envolvidas.

Vamos aguardar a decisão da CBF.

Temos time para vencer em São Januário. E temos time para golear no Maracanã.

Não é otimismo barato. É confiança plena.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

Coluna adiada e o Botafogo sem o Diguinho



Amigos, como o Fábio esteve com o final de semana extremamente agitado, combinamos que o seu texto será postado amanhã, ao invés desta segunda-feira, como de hábito. Portanto, o "Diz aí, Fábio" estará disponível na terça, bem cedo.

Explicação feita, eu gostaria de fazer um breve comentário sobre a falta que um jogador faz ao time do Botafogo...

É claro que todo atleta tem a sua importância, mas o Diguinho consegue ir além. É impresssionante como o time sente a sua falta. A ausência do volante compromete todos os setores da equipe. Da defesa até o ataque.

O Túlio esteve perdido diante do Sport e na maioria das vezes foi envolvido pelos pernambucanos. Tudo, é claro, porque o Zé Carlos e Lúcio Flávio não deram o apoio necessário. Quantas foram as vezes em que vimos um imenso vazio naquele setor que nos acostumamos a ver o Diguinho?

Aliás, os próprios armadores não renderam o esperado, pois como o Túlio vinha auxiliando o ataque (mas ontem precisou atuar fixo), sempre faltava alguém para fazer número nas jogadas ofensivas.

Tenho certeza que se o Diguinho estivessem em campo, nossa vitória teria sido mais fácil. Tudo bem, ela nunca esteve completamente ameaçada, mas em determinados momentos o Botafogo ficou perdido, esperando que aparecesse aquele atleta que dita o ritmo da equipe...

O Diguinho estava ausente!

Entretanto, nada como voltar em uma partida decisiva, como será quarta-feira, diante do Cruzeiro.

Eu já estava confiante depois da vitória de ontem. Fiquei ainda mais, quando lembrei que a camisa 8 será vestida pelo seu verdadeiro dono.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

17/08/08

Alô, G4! Chegamos!



Quando a fase é boa, a esperança transforma-se em realidade rapidamente. Pois é, o Botafogo entrou no G4, conforme meta estabelecida pelo Ney Franco. Detalhe: O planejamento visava esta posição daqui a cinco rodadas, mas o GLORIOSO fez questão de antecipar. Nada mal, né?

O Botafogo não vencia o Sport, na Ilha do Retiro, desde 1995, ano em que conquistou o título do Brasileirão (será que as coincidências continuarão?). A quinta vitória seguida no campeonato foi magrinha, mas diante da importância do resultado, o 1 a 0 tem sabor de goleada para os botafoguenses.

Foi fácil? Não. Agora, eu esperava mais dificuldades, pois o Sport em casa é sempre complicado. Além disso, não tínhamos o nosso jogador mais regular nesta temporada: Diguinho faz muita falta e isso ficou comprovado, porém, superado pela raça do time. Característica principal deste Botafogo do Ney Franco.

Já sabendo da maioria dos resultados da rodada, o alvinegro entrou em campo ciente do que fazer para subir degraus na tabela de classificação. Mesmo assim o início do jogo não foi dos mais animadores.

Parecendo confuso e com um buraco imenso no meio de campo, a partida era conduzida pelos pernambucanos, que esbarravam no forte sistema defensivo montado pelo treinador botafoguense. Quando o Botafogo tinha oportunidades para atacar, esbarrava no isolamento do seu quarteto ofensivo e no péssimo gramado da Ilha.

A troca de passes ficou comprometida pelos inúmeros montinhos no campo. Desta forma, a superioridade técnica dos botafoguenses foi comprometida. Era visível quando Jorge Henrique, Wellington, Carlos Alberto e Lúcio Flávio se perdiam com um quique indesejado da bola. Se com eles - que são os melhores do time - estava ruim, imaginem com quem não tem tanta intimidade com a "redonda"? Triguinho e Thiaguinho defendiam bem, mas quando subiam, não cansavam de errar.

Como eu disse, sem apoio dos laterais e o Zé Carlos - para variar - morto em campo, o meio ficava desprotegido e sem chegada. O mais incrível é que mesmo assim, chegávamos até a entrada da área rubro-negra, apesar da ausência de um homem para - apenas - empurrar a bola para dentro do gol. O Wellington Paulista lutou muito, mas está provado que ele é um segundo atacante, daqueles que abrem espaços nas zagas adversárias.

Por um momento eu cheguei a comentar com o meu irmão: "Nós estamos bem até o último toque. Temos praticamente cinco meio campistas (Zé, Carlos, Lúcio, Wellington e Jorge), mas nos falta um cara que fique plantada e sem tanta obrigação de voltar".

O ataque botafoguense esteve presente nos dois lados da área. O problema é que ficava um vazio lá dentro e não tinha elemento surpresa, já que o Túlio atuou com funções exclusivamente defensivas.

Embalado pela sua torcida, o Sport jamais assustou o Botafogo. Nas raras vezes, esbarrou no Renan, perfeito quando exigido.

Esqueci, eles tiveram, sim, uma chance no primeiro tempo: O Triguinho conseguiu perder uma bola aérea para o Carlinhos Bala. Por sorte, a bola saiu tirando tinta da trave. É a sorte do Ney Franco mostrando que está mais do que presente em General Severiano.

Para variar, Carlos Alberto tentava as jogadas mais incisivas com o Jorge Henrique, enquanto o Lúcio Flávio não rendia o esperado, comprometendo ainda mais com a falta de agressividade do ataque alvinegro.

Era bom terminar a primeira etapa. Não merecíamos sair ganhando nem perdendo. Foi o que aconteceu: 0 a 0 estava de bom tamanho.

Segundo tempo e nenhuma alteração no Botafogo. Em compensação, o Nelsinho deixou o Sport mais ofensivo e no primeiro lance, um susto para o Renan.

Aos poucos fomos tomando conta da partida. Jorge Henrique (o melhor em campo), Wellington Paulista e Carlos Alberto se revezavam na frente, tentando confundir o sistema defensivo rubro-negro. Faltava mais auxílio do meio, mas hoje - definitivamente - não era o dia para esperarmos grandes coisas.

O retrato do segundo tempo mudou um pouco. Continuávamos sem força na frente, mas os sustos lá atrás eram maiores. Graças a Deus, a dupla de zaga estava praticamente perfeita por baixo e pelo alto. Todas as bolas paravam no paredão botafoguenses, que só levou um gol nos últimos sete jogos. Contra o Cruzeiro, porém, o "eterno" não estará em campo, já que levou o terceiro cartão amarelo. Jamais pensei que diria isso: Fará falta.

Para não dizer que a zaga alvinegra esteve perfeita, destaco - negativamente - o Triguinho. Merece muitas broncas por tentar cavar faltas caindo com as mãos na bola. Resultado: Faltas perigosas contra o GLORIOSO. Tudo porque o jogador brasileiro tem esta irritante mania. E bota irritante nisso...

Mas eu repito o início do texto: Quando a fase é boa, tudo dá certo!

Em uma jogada do rápido ataque botafoguense, Wellington Paulista chutou cruzado para dentro da área e o Jorge Henrique entrou dividindo a bola, que bateu no zagueiro do Sport e entrou carinhosamente para o gol. 1 a 0 Botafogo, com o gol atribuído ao "motorzinho".

Era hora de sangue e raça para segurar a pressão pernambucana.

Para minha surpresa, Ney Franco não quis saber de defender. Pelo contrário, tirou o Zé Carlos e colocou o Gil.

Na teoria, ficaríamos mais ofensivos, mas a prática não deu o resultado desejado, apesar de algumas boas chances desperdiçadas em contrataques. Gil não acrescentou na frente e nem ajudou no meio de campo, ou seja, outra participação nula.

A esta altura, o Botafogo marcava dentro do seu campo, deixando o Sport vir com a bola até - quase - a área. Em minha opinião, um risco, principalmente pelas substituições não terem acrescentado em nada à equipe.

Neste momento e sem força para definir a partida, a hora é de chutões e muita marcação. A magra vitória estava nos levando ao tão esperado G4!

E foi o que aconteceu: Chutões e carrinhos para os lados, como mandava a regra.

O Botafogo quebrou outro tabú: Repetimos o feito de 1995.

Cinco vitórias nas últimas cinco rodadas. Um gol sofrido nas últimas sete partidas e o time comprometido com o resultado, mesmo que seja conquistado na raça em detrimento à técnica. Esta postura da equipe conquista não apenas os resultados. Conquista também a confiança dos torcedores.

Quarta-feira o GLORIOSO terá um confronto que vale seis pontos. O Cruzeiro está com cinco na nossa frente, mas a casa é nossa e no Engenhão, o Botafogo dita as regras.

Há muito tempo que eu não sentia tanta confiança. É lógico que uma hora nós perderemos. Agora, precisamos aproveitar este momento ao máximo, pois a briga está aberta e o Botafogo chegou de vez.

Continuemos seguindo as metas. Próximo passo: Manutenção da posição no G4. Para tanto, a força da torcida torna-se imprescindível e o programa da quarta-feira dos botafoguenses está definido: Engenhão, às 20:30h.

Amigos, estávamos beirando o rebaixamento e agora vislumbramos - até - o título. Não é para empolgar? É sim! Eu estou empolgadíssimo, pois as coisas estão entrando em ordem no futebol brasileiro...

O melhor do Rio acordou! O G4 é realidade e dela não sairemos.

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!

NOTAS: BOTAFOGO 1 X 0 SPORT

1- Renan: Muito bom em todas as bolas na sua meta - 8,0

2- Thiaguinho: Discreto no ataque, mas bons botes na marcação - 6,5

3- Renato Silva: Muito bom nas divididas e antecipações - 7,0

4- André Luis: Soberano em todas as bolas - 8,0

5- Túlio: Ficou perdindo sem a presença do Diguinho - 6,0

6- Triguinho: A velha limitação e garra, mas teve dois erros lamentáveis ao tentar cavar faltas bobas próximas à nossa área - 5,5

7- Jorge Henrique: O polivalente está de volta. Notado em todos os setores do campo - 8,0

8- Zé Carlos: Apagado tecnica e taticamente - 5,5

9- Wellington Paulista: Lutou, tentou, chutou e criou a jogada do gol botafoguense - 6,5

10- Lúcio Flávio: Poderia aparecer mais ofensivamente. De qualquer forma, as bolas sempre passam pelos seus pés - 6,5

11- Carlos Alberto: Não foge da responsabilidade e nunca desiste de tentar. É um dos poucos que chutam de fora da área - 7,0

12- Eduardo: Deu mais opção pelo lado esquerdo, apesar das irritantes jogadas enfeitadas - 6,0

13- Lucas Silva: Não foi notado, exceto pelos três passes errados - 5,5

14- Gil: De novo, apagadíssimo... - 5,5

Ney Franco: Corajoso nas mudanças e com a habitual sorte. Que ela continue ao seu (nosso) lado - 6,5