
Já estávamos ficando mal acostumados com vitórias atrás de vitórias, mas hoje o Botafogo foi abandonado por uma fiel escudeira dos últimos jogos: A sorte. Afinal, levar um gol de empate aos 44 minutos do segundo tempo é como perder a partida. Mas o 1 a 1 diante do covarde Vasco da Gama foi justo.
Sim, justo, pois o Botafogo fez o primeiro gol e simplesmente confiou na sorte, achando que seria apenas esperar o apito final do árbitro. Principalmente se considerarmos que o time cruzmaltino é muito fraco e que jogando bola (de forma séria), jamais sofreríamos com a limitada equipe de São Januário. Mas a soberba dos jogadores alvinegros fez com que deixássemos de matar a partida, e aí, quem não faz, leva.
Não é hora de metermos o pau. O trabalho do Ney Franco tem um saldo extremamente posivito e dependendo do ponto de vista, o empate (com gosto de derrota) pode servir para voltarmos à realidade. Pelo menos eu senti a revolta dos jogadores botafoguenses com o resultado. Isso me faz crer que haverá cobrança interna e que a seriedade e ambição voltarão no meio de semana contra o Atlético MG, pela Sul-Americana.
Os mesmos sete pontos nos separão do Grêmio. Poderiam ser apenas cinco. Aliás, até os 44 minutos estávamos com esta diferença e mais: Na vice-liderança do Brasileirão. O gol vascaíno fez com que o GLORIOSO perdesse uma posição na tabela. Apesar de tudo, ainda estamos no
G4. Mas devemos atentar em dobro nos próximos jogos, pois se estamos à apenas dois pontos do segundo colocado, também temos os mesmos dois pontos para o oitavo. Ou seja, uma próxima derrota pode trazer consequências terríveis.
Ok, concordo: Não vamos pensar em derrota, até porque, este empate amargo servirá de lição e o Botafogo voltará a jogar bola e não depender exclusivamente da sorte diante do Náutico, no Engenhão. Antes, porém, o freguês mineiro, valendo classificação para a próxima fase da Sul-Americana.
Voltemos ao covarde Vasco...
Confesso: Esperei o torpedo do "
bruxo", mas o Fabião esqueceu. Na mesma hora eu imaginei que ele não tinha imaginado resultado ou não queria me contar uma surpresa negativa.
Em compensação, o Gil me ligou do Maracanã e fez com que eu ficasse com bastante inveja, escutando os lindos cantos dos botafoguenses, que segundo o próprio Gil, eram um pouco mais numerosos no "
Maior do Mundo".
Botafogo em campo e sem surpresas na escalação. Para melhorar, o Tita deixava o jogador mais chato deles (Madson) no banco. Parece que o treinador vascaíno queria colaborar conosco.
No primeiro ataque botafoguense (sem perigo), a minha primeira impressão: "
Como o Jorge Henrique faz falta neste time".
Em todos os outros ataques - além de jogadas do meio de campo e até defensivas -, a mesma impressão, porém em tom de lamentação: "
Meu Deus, o Jorge Henrique faz muita falta no time".
Um único chute a gol em 45 minutos. Este foi o primeiro tempo do Botafogo, que não conseguia armar uma só bola pelas laterais do campo, pecando pela precária movimentação dos atletas. Toda jogada era tentada com o Wellington Paulista, na intenção clara de cavar um pênalti similar ao da última quarta-feira, diante do Cruzeiro. O atacante brigava sozinho e sem ninguém para "
conversar".
Enquanto a defesa não era pressionada (exceto por dois lances nas costas do Thiaguinho), Lúcio Flávio não pedia a bola e o Carlos Alberto fazia o contrário: Pedia, mas não a dividia com ninguém.
Pode parecer incrível e má vontade, meus amigos. Assim foi o primeiro tempo do Botafogo.
Voltamos com a mesma equipe do intervalo, mas com uma sensível mudança de atitude.
O GLORIOSO passou a usar as laterais do campo e os meias trocavam passes e revezavam com as investidas dos volantes. O problema continuava na frente, pois o Wellington saía da área para brigar com os adversários e ao mesmo tempo precisava estar lá dentro para meter a bola para dentro do gol, afinal, o Gil é uma completa nulidade.
O Vasco? Continuava da mesma forma: Atuando como o "
Unimed FC", ou seja, como time pequeno. O empate estava mais do que suficiente e satisfatório, tamanha era a catimba e quantidade de faltas dos vascaínos. Um típico timinho, respeitando o Botafogo. Tudo bem, ordem natural das coisas.
Apesar de mais ligado, o Botafogo ainda não era 100% pressão. Até que o Carlos Alberto recebeu um lindo passe e bateu forte. No rebota do goleiro, o Wellington apareceu e colocou a redonda para dentro. Fogão - até então vice-líder - 1 a 0.
Ah, antes de continuar, pergunto: Será que a imprensa vai dizer que o "
tabú" e/ou "
jejum" do Wellington terminou?
E quando parecia que o Botafogo havia escancarado a porteira, um estranho apagão. Aliás, apagão, não. Aí entrou o excesso de confiança de que a partida estava liquidada e os três pontos garantidos.
De forma covarde, passamos a jogar como o Vasco: Recuados e abdicando do ataque. Isso porque faltavam trinta minutos e apesar do adversário ser horroroso, não custava terminar o clássico atuando com o mínimo de seriedade. Não foi o caso...
Os dois treinadores mudaram as suas equipes. Um tentando um golpe de sorte (Tita) e o outro com o que tinha à disposição no banco, porém, parecendo não se importar com o recuo absurdo (Ney Franco).
Não existe desculpa de que ficamos sem atacantes depois da saída do Wellington, Gil e Fábio. A esta hora o Vasco vinha para o nosso campo sem organização e deixando brechas para liquidarmos com eles nos contrataques. E neste momento ficou evidente o segundo erro grave: Individualismo de alguns jogadores. Principalmente o Carlos Alberto e Thiaguinho.
De forma alguma eu culparei o Carlos Alberto. Explico a razão: Eu concordo que dois lances poderiam ter outro final para o Botafogo, mas tento "
entrar" na cabeça do atleta, mesmo que sendo impossível. Deve ser foda você estar pouco inspirado, mas sempre chamar a responsabilidade - sem receio - e ver que os companheiros não estão fazendo igual. Quando você cria toda a jogada, quer finalizá-la (corretamente) para valer o esforço.
Lógico que não estou absolvendo o apoiador. Apenas tentando entender dois ou três lances isolados...
Mas não podemos culpar apenas um ou outro. Com exceção de poucos (eu diria, Castillo, Túlio, Diguinho, Renato Silva e Wellington), o Botafogo não atuou bem e confiou exageradamente na sorte, que nos acompanhava a oito vitórias, mas que precisávamos saber que uma hora ela escolheria o outro lado. Foi isso que aconteceu...
Aos 44 minutos do segundo tempo, Triguinho disputou um lance com o atacante vascaíno. Como os árbitros são horríveis, obviamente a falta (que no meu entender, não houve) foi marcada próxima a linha da área alvinegra.
O Madson fez - em apenas uma cobrança - o que o Lúcio Flávio não conseguiu, em pelo menos seis faltas: Bater de forma direta, meia altura e perigosa. Empate do "
bacalhau". Castigo merecido para os botafoguenses.
Aproveitando, será que ninguém do clube tem informações estatísticas sobre quantos gols ou jogadas perigosas o GLORIOSO perde por deixar o Lúcio Flávio cobrar tudo? Hoje ficou mais do que explícito: Seis lances para o Botafogo e nenhuma chance de gol. Uma só bola (idêntica às nossas) para o Vasco e gol deles.
Isso irrita!
O Botafogo só não é segundo colocado porque não quis. Confiou demais na sorte e isso inclui o Ney Franco, que poderia ao menos cobrar os jogadores a respeito do inexplicável recuo.
Que nos sirva de lição, pois ainda não ganhamos nada. Como eu disse no início do texto, acredito que estávamos ficando mal acostumados e este empate amargo pode servir para acordarmos, pois sorte é bom, mas nem sempre está só do nosso lado. Se esperarmos apenas por ela, podemos nos decepcionar.
Não tem como dormir satisfeito.
É claro, não foi derrota. O problema é o gosto deste empate...
Espero que seja bastante conversado entre todos a partir de amanhã, afinal, temos decisão no meio de semana. Apesar da vantagem de dois gols, o Botafogo enfrentará o Atlético no Mineirão, onde nunca é fácil.
Temos time para vencer lá em Belo Horizonte. Aliás, venceremos. Agora, esta confiança precisa ser mais controlada e entendida pelos jogadores, de que em campo, ela deve ser esquecida por noventa minutos. Mesmo que o adversário esteja se arrastando, ele precisa ser "
finalizado". Caso contrário, ele espera você virar as costas e dá um "
tiro de misericórdia"...
Lembrou alguma coisa?
Pois é! Ficamos com pena do Vasco e fomos apunhalados no instante final.
Vivendo e aprendendo...
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!NOTAS: BOTAFOGO 1 X 1 VASCO1- Castillo: Não fez defesa durante todo o jogo. Sem culpa no gol - 6,5
2- Thiaguinho: Bom do desarme. Confuso no ataque - 6,0
3- Renato Silva: Ganhou todas as bolas que esteve envolvido - 7,5
4- André Luis: Pareceu sonolento e disperso - 5,5
5- Túlio: Um dos poucos que atuou de forma séria durante todo o jogo - 7,0
6- Triguinho: Não achei falta no lance do gol vascaíno. De qualquer forma, precisa controlar os seus impulsos defensivos - 6,0
7- Gil: "
Ah, é Jorge Henrique..."!!! - 4,5
8- Diguinho: Jogou sério, mas não esteve no seu melhor dia - 6,5
9- Wellington Paulista: Não pode ser cobrado mais do que o normal, pois ele precisa receber, dominar, driblar, cruzar e finalizar...sozinho! Ainda fez o gol - 7,0
10- Lúcio Flávio: Irritou com três tiradas de pé em divididas - 5,5
11- Carlos Alberto: Nota 8 pela vontade e não omissão. Nota 4 pelo excesso, quando poderia ser mais companheiro. Na média... - 6,0
12- Fábio: Entrou e logo se machucou - Sem nota
13- Lucas Silva: Minutos em campo sem ser notado. A não ser por uma cabeçada por cima do gol - Sem nota
14- Zé Carlos: Era para fechar o lado esquerdo alvinegro. O gol vascaíno saiu justamente por lá... - 5,5
Ney Franco: Fez o que pôde com o banco que tinha, mas estranhamente pareceu não se incomodar com o recuo do time. As vezes ele parece que confia demais na própria sorte - 6,5